Responsabilidade Social

Sob influência da pandemia, número de brasileiros ativos no voluntariado chega a 57 milhões


13/06/2022

Sob influência da pandemia, número de brasileiros ativos no voluntariado chega a 57 milhões

“Você já fez ou faz trabalho voluntário?”. De acordo com a pesquisa ‘Voluntariado no Brasil 2021’, realizada pelo Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) e Datafolha, o aumento do número de brasileiros que responderam ‘sim’ para essa pergunta, é o principal destaque dos dados levantados. Foram 57 milhões de voluntários ativos no país em 2021, o que equivale a 56% dos brasileiros com mais de 16 anos.

Em sua terceira edição, o levantamento, que é realizado a cada década, traz um retrato do tema, indica tendências e analisa as mudanças periódicas. Em 2001, o número de voluntários era de apenas 18%, passando para 25% em 2011, e agora ganha um novo salto.

A influência da pandemia nos números

Um dos fatores que explica o crescimento da busca pelas atividades filantrópicas na população, é a pandemia de Covid-19. O que se reflete no próprio público das ações voluntárias, que em 2021 se voltou para famílias, comunidades, e pessoas em situação de rua. Tendo esse último grupo, saltado de 5% para 25% como público dessas práticas.

“O impacto da pandemia aparece no aumento do número de voluntários e na escolha da maior motivação: 74% das pessoas vieram para o voluntariado motivados pelo desejo de ser solidário”, afirma Silvia Naccache, coordenadora da pesquisa. “Eu acho que nós nunca vivemos um momento em que se escancara tanto aos olhos a desigualdade, a pobreza e a fome.”

Antes do vírus, como aponta a pesquisa “Brasil Giving Report 2021”, realizada pela Charities Aid Foundation (CAF) e pelo IDIS, as atividades de doação e voluntariado chegaram a cair. Foram de 78% em 2019, para 72% em 2020. A partir daí, o quadro começou a mudar.

Voluntariado empresarial se destaca

O aumento do número de voluntários, e a busca por ações solidárias no período pandêmico, não são os únicos números que chamam atenção nos resultados da pesquisa dessa década. Mas, também a forma como essas pessoas chegaram ao voluntariado. Neste cenário, ganha destaque o voluntariado corporativo e empresarial, responsável por engajar 15% desses voluntários, que dedicam uma média de 21 horas mensais, através de programas empresariais.

“Os últimos 10 anos foram marcados por uma velocidade sem igual no nosso modo de agir, pensar, sentir, consumir e se movimentar por este planeta”, comenta Carolina Müller, gestora da secretaria executiva do Conselho Brasileiro de Voluntariado Empresarial (CBVE). “E desde 2015, por meio do seu Censo, o CBVE vem evidenciando um crescimento sustentado e qualificado do voluntariado corporativo empresarial enquanto ferramenta estratégica de desenvolvimento de pessoas, comunidades e instituições”, complementa.

Desde 2018, afirma Carolina, o alinhamento dos Programas de Voluntariado e suas ações ao plano estratégico das empresas se fortaleceu, consolidando esta ferramenta como forma de exercer o Investimento Social Privado (ISP).

Para Naccache, as estratégias aplicadas no ISP dialogam, e muito, com a prática do voluntariado. “É fundamental uma estratégia que busque resultados que gerem transformação. No desenvolvimento das ações, é essencial aquele que pratica o voluntariado, mas também aquele que promove, estimula e facilita a ação.”

A Fundação Telefônica Vivo, uma das apoiadoras da pesquisa, atua há 23 anos no Brasil, trabalhando com a digitalização como um importante facilitador para uma sociedade mais justa, humana e inclusiva. Com atuação no voluntariado corporativo desde 2005, a instituição tem como objetivo incentivar os colaboradores a se envolverem, cada vez mais, em ações que propaguem valores como: solidariedade e empatia em prol de um mundo mais justo e igualitário.

“Oferecemos aos colaboradores, por meio do Programa de Voluntariado, a possibilidade de participar de ações voluntárias, presenciais ou virtuais, e a distância, durante todo ano, em diferentes causas e áreas”, explica a gerente de voluntariado da Fundação, Alessandra Mondenini.

Hoje, quase 95% das associadas ao CBVE, por exemplo, declararam realizar este alinhamento. Passando a ser fundamental que os programas de voluntariado empresarial estejam conectados aos objetivos e planos estratégicos , como forma de fortalecimento e longevidade das ações.

O número evidencia a preocupação cada vez maior das empresas em compreender e se enquadrar às premissas do ESG, sigla em inglês para environmental, social and governance (ambiental, social e governança).

Geralmente usada para medir as práticas ambientais, sociais e de governança de uma empresa, o ESG é uma ferramenta que pode ser utilizada para investimentos com critérios de sustentabilidade, pensando além dos índices financeiros. O voluntariado, opina Mondenini, é uma prática cada vez mais valorizada pelas empresas e colaboradores, por se tratar de uma oportunidade bastante prática de ampliar a visão de responsabilidade social.

“Fazer o bem faz bem”, acrescenta Silva Naccache. “Isso fica chancelado na pesquisa quando a gente pergunta o grau de satisfação dos voluntários pelas atividades realizadas. De 0 a 10, a nota recebida foi 9,1. Quando as empresas, nos programas de voluntariado empresarial, somam a doação do tempo dos seus colaboradores e parceirizam as suas práticas de ISP, isso tudo amplifica e reverbera os resultados alcançados”, finaliza.

Fonte: GIFE

Construção civil aposta em medidas sustentáveis para reduzir impactos no meio ambiente


06/06/2022

Construção civil aposta em medidas sustentáveis para reduzir impactos no meio ambiente

Energia solar, reaproveitamento de materiais, descarte responsável e reuso da água são algumas práticas utilizadas

Para minimizar os impactos gerados na construção civil, construtoras estão adotando medidas que reduzem o consumo dos materiais nos canteiros de obras, além do uso de energias renováveis nos empreendimentos. A MRV, que faz parte do grupo MRV&CO, se destaca no setor com suas práticas sociais e ambientais, visando construir de forma sustentável, respeitando o local, gerindo recursos e reduzindo desperdício.

“Promovemos a consciência e responsabilidade comum sobre aquilo que é de todos, então, nós buscamos soluções econômicas, sociais e ambientalmente corretas para cuidar do mundo que nos cerca e que é crucial para o bem-estar de todos”, fala Brenno Sousa Santiago, diretor de produção da MRV.

Em 2021, o Sistema de Reuso de Água para os novos empreendimentos MRV&CO destacou-se entre os três melhores projetos no INOVA 2030. A água usada na lavagem da betoneira da obra (equipamento para misturar materiais da construção civil) e da bica do caminhão da concreteira é reutilizada após passar por um processo de decantação.

Os imóveis da MRV também contam com energia solar nas áreas comuns. Com cinco empreendimentos já lançados em Teresina em menos de cinco anos e, em breve, o lançamento de uma nova linha de imóveis, este recurso possibilita energia elétrica renovável e limpa para à demanda das áreas comuns do condomínio, proporcionando, assim, desconto na conta de luz do condômino.

“Além dessas práticas sustentáveis, também podemos destacar os dispositivos economizadores de água e energia elétrica e a coleta seletiva dos resíduos dos condomínios. A MRV tem a sustentabilidade como um pilar. Diante disso, é essencial buscarmos por iniciativas e soluções que impacte menos o meio ambiente. Com isso em mente, incentivamos a prática sustentáveis também em nossos parceiros e fornecedores, sempre aliado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, pontuou diretor de produção da MRV.

Ainda como forma de proporcionar qualidade de vida para os moradores que vivem no entorno dos seus residenciais, a MRV também investe em ações que transformam a realidade local da comunidade. Paralela à construção dos condomínios, o grupo MRV&CO já plantou mais de 1,7 milhão de mudas de árvores desde 2010. Signatária do Pacto Global, essa ação faz parte da “Visão 2030 MRV”, estudo desenvolvido pela companhia sobre suas atividades que se relacionam com a Agenda 2030 proposta pela ONU.

Fonte: Piauí Hoje- 05/06/2022

Entrevista: S do ESG na Prática


11/05/2022

Entrevista: S do ESG na Prática

Por Karen Pegorari Silveira

Conversamos com a especialista em ESG, vice-presidente do Conselho Superior Feminino da Fiesp (Confem) e sócia da TPA Saúde, Grácia Fragalá, para conhecer os aspectos sociais do ESG (sigla em inglês para Ambiental, Social e Governança) que as indústrias de todos os portes podem desenvolver.

Para Grácia as empresas já têm muitas práticas sociais, porém não são associadas ou reconhecidas como integrante da dimensão S.

Leia Mais na Íntegra da Entrevista:

Por que os aspectos sociais do ESG são tão relevantes para a indústria?

Grácia Fragalá – Temos constatado que a pauta ESG ganha cada vez mais destaque entre empresas e investidores que buscam estabelecer boas práticas ambientais e sociais e que, das três dimensões consideradas, a Social é a que traz maior dificuldade de mensuração de resultados e interpretação.

Os fatores que integram o “S” foram estabelecidos com base em instrumentos internacionais, como a Declaração dos Direitos Humanos e as Convenções da Organização Internacional do Trabalho – OIT e incorporam, portanto, questões de direitos humanos, trabalhistas, de segurança, impactos das cadeias produtivas, relacionamento com a comunidade, diversidade, equidade e inclusão, entre outros.

Podemos assim afirmar que a dimensão social (o “S” do ESG) se constitui também numa oportunidade para as empresas inserirem o cuidado com as pessoas, em âmbito interno e externo, como elemento estratégico e, embora muitas empresas já reportem ações relacionadas a esses fatores nos seus relatórios de sustentabilidade e responsabilidade social, não havia grande visibilidade para o tema.

A pandemia de Covid-19 colocou o “S” no centro das discussões – tanto para empresas quanto para investidores, trazendo maiores exigências em relação às ações no campo social e à transparência na comunicação, tanto em relação à atenção com os colaboradores, quanto com a sociedade.

Segundo a pesquisa ‘10 Principais Tendências Globais de Consumo 2021’, publicada pela Euromonitor International, no mundo “pós-pandemia”, o ativismo de marca ganhou um novo significado social, forçando empresas a priorizar ações sociais e auxiliando no desenvolvimento de produção e estilos de vida mais sustentáveis. O estudo mostrou que 69% dos profissionais esperam que consumidores se importem mais com a sustentabilidade do que antes da Covid-19; já 73% acreditam que iniciativas de sustentabilidade são essenciais para o sucesso das marcas.

Outras pesquisas apontam na mesma direção demonstrado que o comportamento do consumidor passou por mudanças substanciais nos últimos anos.

Mudou também o olhar do investidor.

Para a indústria e para as empresas, de modo geral, a atenção com a dimensão social do ESG é fator de competitividade, produtividade e alinhamento com as melhores práticas. Investir nas pessoas que conduzem as empresas tem sido fator de sucesso para as organizações. As dificuldades impostas pela pandemia comprovaram que países e empresas que tinham ações estruturadas e governança bem definida enfrentaram melhor os desafios.

Quais são os aspectos sociais do ESG que as indústrias mais conhecem e quais ainda não são tão conhecidos?

Grácia Fragalá – Empresas e investidores têm buscado soluções para preencher as lacunas relacionadas à prática da dimensão social. Como já mencionei, embora os relatórios de sustentabilidade e responsabilidade social tragam dados relativos aos fatores que compõem a dimensão social, este ainda é um aspecto que requer melhorias.

De toda forma, sabemos que as empresas, quando olham para a dimensão social, voltam-se para ações em favor da sociedade, valendo-se da filantropia e do investimento social privado o que, considerando-se as enormes carências de recursos no país, é sempre comemorado. Neste campo, temos muitos exemplos de empresas e fundações que investem em educação, saúde, redução das desigualdades, e outras áreas importantes.

O que constamos é que, muitas vezes, falta dar visibilidade para as ações que já realizam – e as quais podem ser ainda potencializadas, para o público interno. Se na dimensão social estão os temas relacionados aos direitos humanos e trabalhistas, há uma enorme gama de boas práticas nas organizações que não são percebidas como relacionadas ao “S” do ESG e que podem ser destacadas.

É possível observar o crescimento das ações de inclusão dos grupos socialmente minorizados: mulheres, negros, público LGBTQIA+. As grandes companhias, sobretudo, definiram áreas e orçamentos específicos para a inclusão da diversidade e o tema, hoje, parece integrar a agenda da alta liderança.

Também os investimentos em saúde do trabalhador são relevantes. Para algumas empresas, os valores destinados aos planos de saúde consomem em média 11% da folha de pagamento. Há que se destacar ainda as ações destinadas à segurança e saúde, com prevenção de acidentes e adoecimentos relacionados ao trabalho, ações de bem-estar, com ênfase mais recentemente para atenção à saúde mental, inclusive (tema antes de difícil abordagem em grande parte das empresas).

As ações de Recursos Humanos, destinadas ao equilíbrio vida pessoal X profissional também se inserem no “S” do ESG: horário flexível, licença maternidade/ paternidade estendidas (pela adesão ao Programa Empresa Cidadã), as políticas de benefícios alimentação e refeição, educação e qualificação dos trabalhadores, e outras ações que muitas vezes não são associadas ou reconhecidas pela empresa como integrante desta dimensão.

Filantropia faz parte do ESG?

Grácia Fragalá – Constatamos um aumento das doações, principalmente durante a pandemia de Covid-19, como revela o Relatório BISC 2020 – Benchmarking do Investimento Social Corporativo, segundo o qual “as empresas investiram R$ 5 bilhões – um aumento maior que 95% em relação à 2019” (BISC, 2021).

Entendo a relevância da filantropia, como já destaquei, principalmente se levamos em consideração o doador individual, pessoa física, que escolhe suas causas individualmente, conforme seus valores e crenças. Também como mencionei, diante das imensas necessidades, esses investimentos devem ser estimulados e serão sempre bem recebidos.

No entanto, quando pensamos nas empresas e na estratégia ESG, pensamos sempre no investimento social corporativo alinhado à estratégia do negócio e, mais recentemente, ao investimento de impacto. No investimento social corporativo, a empresa irá alinhar seu investimento social à estratégia organizacional, definindo políticas claras, áreas e orçamentos específicos para garantir a sustentação da ação no tempo.

No investimento social de impacto, se obtém retorno financeiro e ao mesmo tempo em que se apoia negócios sociais – que tem o impacto positivo como parte do seu modelo de negócios.

Quais os primeiros passos para a empresa que quer integrar o S do ESG, independente do porte?

Grácia Fragalá – A primeira etapa para construção de uma estratégia é realizar um diagnóstico para identificação dos desafios e oportunidades em relação aos aspectos sociais do ESG que sua organização pode enfrentar.

Para ajudar na identificação, você poderá usar várias técnicas, entre elas o “brainstorming”. Após a sessão de brainstorming, vem a etapa de analisar e priorizar as ideias.

Após a priorização, são estabelecidas as estratégias para o enfrentamento dos desafios e potencialização das oportunidades identificadas.

Com a estratégia definida, é preciso encontrar maneiras de planejar como ela será implementada. Para isso, se estabelece o plano de ação, que mostrará o caminho para implementar o projeto desenvolvido. Além disso, com ele será possível monitorar o desenvolvimento de cada etapa e fazer possíveis ajustes.

O CIESP oferece para as empresas associadas a Jornada da Indústria pela Sustentabilidade, uma capacitação para as empresas que tenham interesse em incorporar os critérios ESG à estratégia, com ênfase para a dimensão social. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail cores@fiesp.com.br.

Como medir o impacto das ações sociais do ESG?

Grácia Fragalá – Existe uma crescente preocupação pela definição de padrões e indicadores para avaliar os impactos da dimensão social. Os investidores se ressentem da falta de informações sobre os aspectos sociais.

Análise realizada pela “Global Reporting Initiative (GRI) em parceria com o Deutsche Bank, mostra que apenas 14% das classificações “sociais” compiladas pela GRI são direcionadas a investidores. Em contraste, 97% das classificações ambientais e 80% das classificações de governança têm investidores como seu público principal.” (REBELO, Renato – VALOR: https://valor.globo.com/empresas/esg/artigo/o-s-do-esg-brasileiro-nao-ira-evoluir-sem-dialogar-com-a-sociedade-civil-organizada.ghtml. 02/05/2022, acessado em 05/05/2022)

Em janeiro de 2020, o Conselho Internacional de Negócios do Fórum Econômico Mundial (WEF-IBC) propôs um conjunto de indicadores ESG universais que foram apresentados na reunião de inverno em Davos-Klosters, no relatório “Toward Common Metrics and Consistent Reporting of Sustainable Value Creation”.

O relatório propõe um conjunto básico comum com 21 métricas básicas e 34 métricas expandidas baseadas em quatro pilares: Princípios de Governança, Pessoas, Planeta e Prosperidade que os membros do IBC poderiam usar para alinhar seus relatórios principais e incentivar o progresso mais rápido em direção às soluções sistêmicas.

Avaliar os resultados também é uma decisão estratégica e passa por responder a questões básicas: o que medir, por que medir e como medir. Indicadores se prestam a tomadas de decisão, desta forma, as metodologias, mais do que precisão na captura de dados, precisam deter-se sobre o desdobramento e impacto das ações. Avaliar apenas o que está aparente e ignorar as causas e fixar-se obsessivamente na solução de um problema sem considerar a complexidade na qual ele está inserido pode levar a decisões erradas.

Fonte: Boletim Sustentabilidade – FIESP

Brasil é 4.º país que mais cresceu na fonte solar em 2021


27/04/2022

Brasil é 4.º país que mais cresceu na fonte solar em 2021

País adicionou 5,7 GW de capacidade a partir de usinas de geração solar

O forte ritmo de crescimento da implantação de projetos de energia solar no Brasil – seja de sistemas de geração distribuída, seja de usinas de grande porte – garantiu ao País a quarta colocação no ranking mundial de nações que mais acrescentaram capacidade da fonte fotovoltaica na matriz elétrica em 2021. É o que diz um mapeamento do Portal Solar, com base em dados divulgados pela Agência Internacional de Energias Renováveis (Irena) e pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABsolar).

Segundo o levantamento, o Brasil adicionou em 2021 aproximadamente 5,7 gigawatts (GW) de capacidade a partir de usinas de geração solar, considerando tanto sistemas de geração própria em residências e empresas como grandes empreendimentos conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

Considerando esse volume, o País ficou atrás da China, que acrescentou 52,9 GW, dos Estados Unidos, com 19,9 GW adicionados, e da Índia, com expansão de 10,3 GW.

Em relação à capacidade total de geração solar dos países, o Brasil subiu uma posição no ranking global, para a 13.ª colocação. Segundo a Absolar, o País encerrou o ano passado com mais de 13,6 GW de potência operacional da fonte solar.

Marca histórica

Na semana anterior, a entidade havia anunciado que o Brasil superou a marca histórica de 15 GW de potência operacional da fonte solar fotovoltaica, considerando as usinas de grande porte e os sistemas de geração própria em telhados, fachadas e pequenos terrenos. Desse total, 4,97 GW são provenientes de usinas solares de grande porte, o equivalente a 2,6% da matriz elétrica brasileira. Já o segmento de geração própria de energia responde por 10,03 GW de potência instalada da fonte solar. Juntos, grandes usinas e pequenos sistemas fotovoltaicos ocupam o quinto lugar na matriz elétrica brasileira.

De acordo com a Absolar, a fonte solar já trouxe ao Brasil mais de R$ 78,5 bilhões em novos investimentos. Somente os projetos de grande porte exigiram desembolsos de mais de R$ 26 bilhões desde 2012. Já a mini e microgeração fotovoltaica consumiram até agora R$ 52,4 bilhões. Dessa forma, o setor afirma ter gerado mais de 450 mil empregos desde 2012 e evitado a emissão de 20,8 milhões de toneladas de CO2 na geração de eletricidade.

Fonte: Estadão – 24/04/2022

Organizações se aliam para divulgar normas padronizadas em ESG e sustentabilidade


19/04/2022

Organizações se aliam para divulgar normas padronizadas em ESG e sustentabilidade

A Fundação IFRS (International Financial Reporting Standards) e o GRI (Global Reporting Initiative) são organizações dedicadas à padronização de indicadores e de informações sobre desempenhos das empresas nas áreas de sustentabilidade, e finanças e ESG. Em recente anúncio, informaram que assinaram um acordo de trabalho com objetivo de coordenarem seus programas e atividades de desenvolvimento de padrões.

O acordo reflete a importância de garantir a compatibilidade e as conexões entre a base de dados de interesse de investidores nos mercados de capitais com os interesses de uma base mais ampla de stakeholders atendidos pelos padrões do GRI.

Essa iniciativa aproximará os dois pilares dos relatórios de sustentabilidade: um primeiro pilar com a visão do mercado de capitais e o segundo voltado para o público geral de multi-stakeholders. Ela representa um avanço na consolidação e alinhamento entre os reportes de sustentabilidade com uma abordagem mais consistente e capaz de atender simultaneamente às necessidades das empresas, investidores e da sociedade em geral.

Fonte: https://valor.globo.com/empresas/esg/noticia/2022/03/24/ifrs-e-gri-se-unem-para-criar-padroes-de-divulgacao-esg-unificados.ghtml

Obrigações ambientais 2022


16/02/2022

Obrigações ambientais 2022

A FIESP  e o CIESP divulgam o Calendário de Obrigações Ambientais,  criado para alertar as empresas sobre os prazos e as principais informações a serem encaminhadas aos órgãos competentes, evitando multas e penalidades, além de contribuir com a conformidade ambiental da indústria.

A iniciativa contempla apenas obrigações ambientais gerais nos âmbitos estadual e federal. Portanto, você e sua empresa devem estar atentos a possíveis obrigações ambientais na esfera municipal e a outras obrigações atreladas ao processo de licenciamento.

Veja o calendário abaixo.


Histórias da Rodovia Presidente Dutra


17/12/2021

Histórias da Rodovia Presidente Dutra

O projeto “Histórias da Dutra”, para celebrar os 25 anos da administração da rodovia Presidente Dutra pela concessionária CCR NovaDutra, venceu a categoria Silver do prêmio internacional iNova Awards 2021 como a melhor campanha do ano na categoria Responsabilidade Social.

O iNova Awards é um dos mais importantes prêmios internacionais para cases do mundo corporativo.

Esse é o terceiro prêmio que o projeto Histórias da Dutra recebe. O primeiro foi o prêmio internacional Stevie Awards uma das principais premiações internacionais para as agências de Public Relations (PR), em agosto deste ano. Em novembro, o projeto venceu a categoria regional do prêmio Aberje 2021.

Confira o projeto no link:  https://www.historiasdadutra.com.br/historias-em-402km/