{"id":1061,"date":"2020-06-06T09:19:57","date_gmt":"2020-06-06T12:19:57","guid":{"rendered":"http:\/\/sinicesp.org.br\/?p=1061"},"modified":"2021-09-13T16:04:38","modified_gmt":"2021-09-13T19:04:38","slug":"os-impactos-da-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sinicesp.org.br\/index.php\/2020\/06\/06\/os-impactos-da-pandemia\/","title":{"rendered":"Os impactos da pandemia"},"content":{"rendered":"\n<section class=\"wp-block-uagb-section uagb-section__wrap uagb-section__background-color uagb-block-6613ead8\"><div class=\"uagb-section__overlay\"><\/div><div class=\"uagb-section__inner-wrap\">\n<div style=\"height:10px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-695d08c0\"><h3 class=\"uagb-heading-text\"><strong>Boletim T\u00e9cnico n\u00ba 02\/2020 &#8211; 06\/06\/2020 <\/strong><\/h3><div class=\"uagb-separator-wrap\"><div class=\"uagb-separator\"><\/div><\/div><p class=\"uagb-desc-text\"><\/p><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n<\/div><\/section>\n\n\n\n<section class=\"wp-block-uagb-section uagb-section__wrap uagb-section__background-color uagb-block-6d778bed\"><div class=\"uagb-section__overlay\"><\/div><div class=\"uagb-section__inner-wrap\">\n<h2 class=\"has-text-color wp-block-heading\" style=\"color:#0767b1\">Os impactos da pandemia<\/h2>\n\n\n\n<p><em>Com estragos imediatos na economia, resta saber como ser\u00e1 o ritmo da recupera\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, que discute como turbinar os investimentos em infraestrutura para se reerguer o quanto antes.<\/em> <br><br><strong><em>Por Marcelo Janu\u00e1rio, editor<\/em><\/strong> <br><br>Quando ainda buscava se recuperar da maior crise de sua hist\u00f3ria no pa\u00eds, o setor da constru\u00e7\u00e3o \u2013 incluindo construtoras, distribuidoras, locadoras e fabricantes de equipamentos \u2013 se v\u00ea novamente frente a um desafio de propor\u00e7\u00f5es imprevis\u00edveis. Por\u00e9m, mesmo que a extens\u00e3o da crise ainda seja in- calcul\u00e1vel, j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel vislumbrar seu estrago imediato, assim como tra\u00e7ar cen\u00e1rios ap\u00f3s o t\u00e9rmino da contamina\u00e7\u00e3o em massa pela Covid-19. \u00c9 esse exerc\u00edcio que o leitor encontrar\u00e1 neste especial da Revista M&amp;T composto por tr\u00eas reportagens. <br><br>Desde a sa\u00edda, \u00e9 dado como certo que o pa\u00eds mergulhar\u00e1 em um quadro de recess\u00e3o econ\u00f4mica, ao menos no 1\u00ba se- mestre. Os sinais j\u00e1 s\u00e3o percept\u00edveis, com d\u00f3lar em disparada, bolsas despencando e lojas fechadas, tempor\u00e1ria ou definitivamente. \u201cA quest\u00e3o agora \u00e9 saber em quem momento, ao longo do 2\u00ba semestre, vamos come\u00e7ar a recupera\u00e7\u00e3o\u201d, pontua o jornalista e economista Lu\u00eds Artur Nogueira. \u201cPorque ela vir\u00e1, mas n\u00e3o sabemos se em forma de V ou em L, em que cai e fica meio lateral durante um tempo.\u201d<br><br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"237\" height=\"386\" src=\"https:\/\/sinicesp.org.br\/materias\/2020\/bt02a.png\" alt=\"\"><\/p>\n\n\n\n<p><br>Para o especialista, o pa\u00eds ir\u00e1 sentir saudades dos \u2018pibinhos\u2019, quando o crescimento foi em torno de 1%. Segundo o Centro de Macroeconomia Aplicada (Cemap\/FGV), no 1\u00ba trimestre a retra\u00e7\u00e3o do PIB deve ter sido de 2,1%. \u201cPara termos uma estagna\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, precisaria acontecer um milagre, surgir um rem\u00e9dio salvador que permita a volta imediata ao trabalho\u201d, avalia. \u201cN\u00e3o \u00e9 imposs\u00edvel, mas n\u00e3o \u00e9 o mais prov\u00e1vel.\u201d. <br><br>Segundo Nogueira, o mais prov\u00e1vel \u00e9 que o encolhimento fique na faixa de -2% a -6%, com mediana de -4%. J\u00e1 a infla\u00e7\u00e3o, pelas proje\u00e7\u00f5es do economista, deve ficar em torno de 2,5%, pois n\u00e3o h\u00e1 demanda, enquanto deve haver oscila\u00e7\u00e3o em indicadores como d\u00f3lar (R$ 4,50 a R$ 5,50), produ\u00e7\u00e3o industrial (-1% a -7%), varejo (-3% a +1%), cr\u00e9dito (+5% a +10%), investimento estrangeiro (US$ 50 a 80 bilh\u00f5es) e balan\u00e7a comercial (US$ 30 a 50 bilh\u00f5es), al\u00e9m da d\u00edvida p\u00fablica, que deve saltar de 75% para 90% do PIB. \u201cH\u00e1 espa\u00e7o para cortes nos juros, atualmente em 3,75%, embora o desemprego deva crescer em 15%, sem considerar subempregados, \u2018desalentados\u2019 e informais\u201d, opina. <br><br>Para tanto, aduz Nogueira, ser\u00e1 necess\u00e1rio que ao longo de maio os estados promovam a volta ao trabalho de forma gradual em alguns setores, com a vida \u2018normal\u2019 \u2013 com todas as atividades \u2013 retornando a partir de agosto. \u201cIsso deve ser feito com responsabilidade, com menos pessoas no transporte p\u00fablico e refeit\u00f3rios, uso de m\u00e1scaras, \u00e1lcool gel e distanciamento social\u201d, adverte. \u201cN\u00e3o existe embate entre economia e sa\u00fade, pois precisamos das duas coisas.\u201d. <br><br><strong>Inje\u00e7\u00e3o<\/strong> <br><br>Neste cen\u00e1rio nebuloso, Nogueira acredita que n\u00e3o haver\u00e1 recupera\u00e7\u00e3o se a pandemia \u2018matar\u2019 o setor produtivo e \u2018quebrar\u2019 os consumidores. \u201cQuanto mais eficiente for o trabalho da equipe econ\u00f4mica em injetar dinheiro na economia e blindar empresas e consumidores, mais r\u00e1pida ser\u00e1 a retomada\u201d, diz. \u201cSe isso for feito, \u00e9 poss\u00edvel preparar 2021 para crescer em torno de 3%.\u201d. <br><br>At\u00e9 abril, ele ressalta, o governo j\u00e1 havia injetado R$ 750 bilh\u00f5es em termos fiscais, incluindo a antecipa\u00e7\u00e3o de gastos. Na \u00e1rea monet\u00e1ria, o Banco Central tomou medidas de cr\u00e9dito e libera\u00e7\u00e3o de dep\u00f3sitos compuls\u00f3rios que totalizam R$ 1,2 trilh\u00e3o, ou dez vezes mais do que foi injetado na crise de 2008. \u201cIsso mostra o tamanho da crise atual\u201d, diz o economista. <br><br>As medidas inclu\u00edram redu\u00e7\u00e3o de juros, oferta de car\u00eancia e linhas de financiamento via BNDES com foco em pequenas empresas, al\u00e9m de possibilidade de redu\u00e7\u00e3o de jornada de trabalho e sal\u00e1rios (com o governo recompondo parte das perdas por meio do seguro-desemprego), adiamento do recolhimento do FGTS, aumento da abrang\u00eancia do Bolsa Fam\u00edlia, antecipa\u00e7\u00e3o do 13\u00ba sal\u00e1rio para apo- sentados e aux\u00edlio emergencial aos informais, que chegar\u00e1 a 60 milh\u00f5es de pessoas no pa\u00eds. \u201cContudo, o governo precisa acelerar a transmiss\u00e3o at\u00e9 a ponta, seja com dinheiro p\u00fablico ou linhas de cr\u00e9dito\u201d, avalia Nogueira. \u201cTamb\u00e9m precisa encontrar uma forma de conceder cr\u00e9dito sem pedir garantia para pequenas empresas, que est\u00e3o quebradas e n\u00e3o t\u00eam qualquer garantia para oferecer.\u201d. <br><br>De acordo com o economista, o tesouro nacional tem a obriga\u00e7\u00e3o de garantir essas opera\u00e7\u00f5es. \u201cO governo federal precisa turbinar urgentemente os investimentos em infraestrutura e estimular uma uni\u00e3o pol\u00edtica nacional com discurso de previsibilidade\u201d, afirma. \u201cInclusive, \u00e9 dever do governo socorrer prefeitos e governadores, pois \u00e9 o \u00fanico ente que pode aumentar sua d\u00edvida por meio da emiss\u00e3o de t\u00edtulos p\u00fablicos.\u201d. <br><br>Em abril, a Caixa Econ\u00f4mica Federal anunciou R$ 43 bilh\u00f5es para apoiar o setor da constru\u00e7\u00e3o, na forma de antecipa\u00e7\u00e3o de 20% dos recursos para obras e car\u00eancia de seis meses na contrata\u00e7\u00e3o de novos empr\u00e9stimos, desde que n\u00e3o demitam funcion\u00e1rios. Por outro lado, o BNDES j\u00e1 avisou que as construtoras ficar\u00e3o de fora da lista de setores que receber\u00e3o o socorro de bilh\u00f5es de reais debatido junto aos maiores bancos do pa\u00eds. <br><br>Outro efeito da crise foi o engavetamento da agenda de reformas, temporariamente congelada. Na \u00e1rea de saneamento, por exemplo, o BNDES j\u00e1 adiou para 2021 parte dos leil\u00f5es marcados para este ano, exceto as li- cita\u00e7\u00f5es previstas em Alagoas e no Rio de Janeiro. \u201cA prioridade agora \u00e9 votar pacote emergencial\u201d, ressalta o economista. <br><br>No entanto, o governo j\u00e1 sente a queda abrupta da arrecada\u00e7\u00e3o e, segundo Nogueira, em algum momento a sociedade ter\u00e1 de pagar a conta dessa inje\u00e7\u00e3o de dinheiro nunca antes vista na economia. \u201cA conta vai ser paga seja atrav\u00e9s de infla\u00e7\u00e3o, juros ou impostos\u201d, afirma. \u201cNa verdade, eu prevejo as tr\u00eas coisas juntas.\u201d.<br><br><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sinicesp.org.br\/materias\/2020\/bt02b.png\" alt=\"\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><br><strong>Constru\u00e7\u00e3o<\/strong> <br><br>Liberada de restri\u00e7\u00f5es na maior parte dos estados, nem por isso a constru\u00e7\u00e3o passa imune aos efeitos da pandemia. Para o setor, o maior desafio \u00e9 o risco de inadimpl\u00eancia, com as empresas pressionadas. \u201c\u00c9 importante renegociar valores, prazos e taxas, pois n\u00e3o \u00e9 do interesse de ningu\u00e9m que o cliente quebre\u201d, comenta Nogueira, que v\u00ea outro perigo iminente na libera\u00e7\u00e3o cada vez maior do FGTS, um importante funding do setor. \u201cSe o governo secar o FGTS, a pergunta \u00e9 quem vai financiar o setor imobili\u00e1rio\u201d, observa. <br><br>De acordo com o especialista, o setor imobili\u00e1rio vinha em recupera\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos meses, com lan\u00e7amentos e recordes de vendas em 2019. \u201cGra\u00e7as a esses lan\u00e7amentos que temos obras atualmente\u201d, diz. \u201cMas a incerteza paralisa novos lan\u00e7amentos, embora \u2013 se n\u00e3o houver uma segunda onda de contamina\u00e7\u00e3o \u2013 tenda a ser uma crise curta, com in\u00edcio, meio e fim.\u201d. <br><br>Do ponto de vista do comprador, h\u00e1 outros pontos que ajudam, como o cr\u00e9dito imobili\u00e1rio, que nunca esteve t\u00e3o barato, assim como a facilidade de renegociar taxas com os bancos. \u201cJ\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o ao Minha Casa Minha Vida, o governo est\u00e1 devendo o relan\u00e7amento com vigor do programa, que ficou esquecido\u201d, cobra Nogueira. \u201cH\u00e1 muitas construtoras e locadoras que atuam nesse nicho.\u201d. <br><br>Na constru\u00e7\u00e3o pesada, o cen\u00e1rio \u00e9 diferente. Sem apresentar recupera\u00e7\u00e3o consistente, o setor teve um respiro com a leva de concess\u00f5es no governo Temer, que deixou outra rodada pronta que o atual governo fez no in\u00edcio de 2019. \u201cMas faz praticamente um ano que n\u00e3o temos nenhuma nova licita\u00e7\u00e3o relevante\u201d, questiona Nogueira, destacando a demora no lan\u00e7amento dos editais de concess\u00f5es. <br><br>Al\u00e9m disso, o Minist\u00e9rio da Infraestrutura contava neste ano com apenas R$ 6 bilh\u00f5es para investimento p\u00fablico em 54 obras. Em meados de abril, o ministro Tarc\u00edsio de Freitas pediu ao Minist\u00e9rio da Economia mais R$ 30 bilh\u00f5es, para que outras 70 obras p\u00fablicas pudessem ser retomadas com urg\u00eancia. <br><br>A solicita\u00e7\u00e3o foi materializada no plano Pr\u00f3-Brasil (leia Box), que pretende gerar cerca de 1 milh\u00e3o de empregos nos pr\u00f3ximos 12 meses por meio da execu\u00e7\u00e3o de obras em andamento e programadas. \u201cA sa\u00edda da crise no Brasil passa pela infraestrutura\u201d, sublinha o economista. \u201cIsso vai significar alguma obra ao longo do ano que vem, fazendo o setor girar depois de 12 ou 18 meses, pois h\u00e1 toda uma burocracia.\u201d. <br><br>O economista defende os investimentos p\u00fablicos no setor, sem os quais \u2013 segundo ele \u2013 o setor privado n\u00e3o vir\u00e1 junto. \u201cN\u00e3o \u00e9 razo\u00e1vel cobrar responsabilidade fiscal nesse momento\u201d, diz ele, acrescentando ainda que \u00e9 necess\u00e1rio mudar as premissas na modelagem das concess\u00f5es, como as estimativas do volume de ve\u00edculos que usar\u00e3o uma rodovia, por exemplo. \u201cTamb\u00e9m vai ter de fazer concess\u00e3o com ajuda do BNDES e hedge cambial, pois o investidor estrangeiro n\u00e3o vai aceitar entrar em um investimento com o c\u00e2mbio igual a uma montanha&#8211;russa, que demais representa custos para a compra de m\u00e1quinas.\u201d.<br><br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sinicesp.org.br\/materias\/2020\/bt02c.png\" alt=\"\" width=\"542\" height=\"345\"><br>\u25b2Pipelocator permite localizar tubos e cabos enterrados, realizando a leitura da profundidade e orienta\u00e7\u00e3o da tubula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>Rental<\/strong> <br><br>No rental, algumas entidades buscam tra\u00e7ar o cen\u00e1rio global enfrentado pelo setor, que tem faturamento anual de US$ 110 bilh\u00f5es, reunindo cerca de 45 mil empresas que geram 500 mil empregos diretos. Mas ainda n\u00e3o h\u00e1 um quadro formado. \u201cEsse \u00e9 um mercado que tem certo delay, no sentido de come\u00e7ar a sentir os reflexos da crise\u201d, reconhece Paulo Carvalho, membro da Global Rental Alliance (GRA), associa\u00e7\u00e3o que agrega entidades de todo o mundo. \u201cNos EUA, a American Rental Association (ARA) j\u00e1 tem feito pesquisas semanais sobre a perda de contratos, situa\u00e7\u00e3o das frotas e baixas na m\u00e3o de obra no setor.\u201d. <br><br>No Brasil, \u00e9 poss\u00edvel aferir parcial- mente como o rental tem enfrentado a crise por meio do Sindileq (Sindicato das Empresas Locadoras de Equipamentos, M\u00e1quinas e Ferramentas), por exemplo, que tem atua\u00e7\u00e3o em diversos estados. Segundo Jos\u00e9 Ant\u00f4nio Miranda Carvalho, presidente do Sindileq\/MG, a constru\u00e7\u00e3o mineira em momento algum parou suas atividades, mantendo os cronogramas das obras, algumas inclusive come\u00e7ando. \u201cCom os clientes em atividade, a loca\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m n\u00e3o parou de trabalhar, mas com quadros reduzidos e tomando medidas de seguran\u00e7a\u201d, diz. <br><br>No Rio de Janeiro, mesmo sem parar as obras, a constru\u00e7\u00e3o teve percept\u00edvel redu\u00e7\u00e3o com o impacto na mobilidade. \u201cAs locadoras funcionam de portas fechadas, com atendimento a delivery\u201d, relata Sebasti\u00e3o Rentes, presidente do Sindileq\/RJ. \u201cAtendem \u00e0s exig\u00eancias das autoridades de sa\u00fade, mas est\u00e3o ansiosas \u00e0 procura dos benef\u00edcios do governo, que apresentam certa demora.\u201d. <br><br>Mais complexa \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o do Cear\u00e1 que, junto a Pernambuco, foi um dos poucos estados em que a constru\u00e7\u00e3o de fato parou. De acordo com F\u00e1bio Cavalcanti, presidente do Sindileq\/CE, desde 19 de mar\u00e7o o setor estava sem operar em obras privadas no estado, sendo permitidas apenas obras emergenciais de pequena escala. \u201cO pessoal da constru\u00e7\u00e3o tinha um protocolo de a\u00e7\u00f5es nos canteiros e se comprometeu a sanar o problema do transporte e prote\u00e7\u00e3o dos trabalhadores\u201d, explica. \u201cE o governo at\u00e9 chegou a liberar a atividade, mas voltou atr\u00e1s.\u201d. <br><br>Em S\u00e3o Paulo, segundo dados da Apelmat (Associa\u00e7\u00e3o Paulista dos Empreiteiros e Locadores de M\u00e1quinas de Terraplenagem, Ar Comprimido, Hidr\u00e1ulico e Equipamentos de Constru\u00e7\u00e3o Civil), praticamente 80% das obras estavam em situa\u00e7\u00e3o normal em abril, mantendo as atividades dos locadores. \u201cAlgumas obras dispensaram equipamentos, o que pode atingir de 10% a 50% dos equipamentos locados nessa faixa de em- presas\u201d, posiciona Fl\u00e1vio Figueiredo, presidente da entidade. \u201cAl\u00e9m disso, o lockdown trouxe uma press\u00e3o muito grande, com os locadores reduzindo despesas com aquisi\u00e7\u00f5es de m\u00e1quinas e servi\u00e7os de manuten\u00e7\u00e3o, preocupados com o que vai acontecer.\u201d. <br><br>Em \u00e2mbito nacional, o presidente da Abrasfe (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de F\u00f4rmas, Escoramentos e Acesso), Alexandre Pandolfo, estima que 85% das obras de edifica\u00e7\u00f5es n\u00e3o foram paralisadas, com as empresas atuando em regime de conting\u00eancia. \u201cContudo, j\u00e1 houve redu\u00e7\u00e3o na velocidade das vendas dos empreendimentos\u201d, pontua. <br><br>Com um foco mais conjuntural, o presidente da Alec (Associa\u00e7\u00e3o Brasileiras das Empresas Locadoras de Bens M\u00f3veis), Alexandre Forjaz, diz ser necess\u00e1rio deter a desindustrializa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds e o sucateamento do maquin\u00e1rio, fatores que v\u00eam afetando o rental nos \u00faltimos anos. \u201cJ\u00e1 n\u00e3o temos ind\u00fastria e estamos nas m\u00e3os das f\u00e1bricas de fora, pois, a maioria dos insumos \u00e9 importada\u201d, afirma. \u201cA bola est\u00e1 com o governo agora, pois somos o elo mais fraco da corrente e estamos no meio do fogo cruzado.\u201d.<br><br><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sinicesp.org.br\/materias\/2020\/bt02d.png\" alt=\"\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><br><strong>Fonte:&nbsp;<\/strong>Revista M&amp;T \u2013 Mercado e Tecnologia Edi\u00e7\u00e3o 243 &#8211; 05\/2020<\/p>\n\n\n\n<p><br><br><\/p>\n\n\n\n<section class=\"wp-block-uagb-section uagb-section__wrap uagb-section__background-undefined uagb-block-e86aa747\"><div class=\"uagb-section__overlay\"><\/div><div class=\"uagb-section__inner-wrap\">\n<p><strong>Saiba mais:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>Analoc: <\/strong><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/analoc.org.br\/\" target=\"_blank\">https:\/\/analoc.org.br<\/a><br><strong>Luiz Artur Nogueira:&nbsp;<\/strong><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/luisarturnogueira.com.br\/\" target=\"_blank\">http:\/\/luisarturnogueira.com.br<\/a><br><strong>Minist\u00e9rio da Infraestrutura:<\/strong><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.infraestrutura.gov.br\/\" target=\"_blank\"> www.infraestrutura.gov.br<\/a><br><strong>Sobratema:<\/strong><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.sobratema.org.br\/\" target=\"_blank\"> www.sobratema.org.br<\/a><\/p>\n<\/div><\/section>\n<\/div><\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste artigo que reproduzimos, o editor Marcelo Janu\u00e1rio, da Revista M&#038;T \u2013 Mercado e Tecnologia, na edi\u00e7\u00e3o de maio de 2020, discorre sobre as perspectivas do setor da infraestrutura, ap\u00f3s as consequ\u00eancias da pandemia do 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