{"id":1068,"date":"2021-04-01T10:23:32","date_gmt":"2021-04-01T13:23:32","guid":{"rendered":"http:\/\/sinicesp.org.br\/?p=1068"},"modified":"2021-09-13T16:00:24","modified_gmt":"2021-09-13T19:00:24","slug":"diferencial-de-peso-na-betonagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sinicesp.org.br\/index.php\/2021\/04\/01\/diferencial-de-peso-na-betonagem\/","title":{"rendered":"Diferencial de peso na Betonagem"},"content":{"rendered":"\n<section class=\"wp-block-uagb-section uagb-section__wrap uagb-section__background-color uagb-block-46ac65d0\"><div class=\"uagb-section__overlay\"><\/div><div class=\"uagb-section__inner-wrap\">\n<div style=\"height:10px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-298f8d53\"><h3 class=\"uagb-heading-text\"><strong>Boletim T\u00e9cnico n\u00ba 01\/2021 &#8211; 01\/04\/2021 <\/strong><\/h3><div class=\"uagb-separator-wrap\"><div class=\"uagb-separator\"><\/div><\/div><p class=\"uagb-desc-text\"><\/p><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n<\/div><\/section>\n\n\n\n<section class=\"wp-block-uagb-section uagb-section__wrap uagb-section__background-color uagb-block-520c5efd\"><div class=\"uagb-section__overlay\"><\/div><div class=\"uagb-section__inner-wrap\">\n<h2 class=\"has-text-color wp-block-heading\" style=\"color:#0767b1\">Diferencial de peso na Betonagem<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sinicesp.org.br\/materias\/2021\/bt01a.jpg\" alt=\"\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><em>Dosagem correta de agregados, \u00e1gua, insumos e aditivos continua essencial, mas a redu\u00e7\u00e3o ou mesmo elimina\u00e7\u00e3o da interfer\u00eancia humana pode fazer toda a diferen\u00e7a no processo.<\/em> <br><br><em><strong>Por Santelmo Camilo<\/strong><\/em> <br><br>Quanto menos interfer\u00eancia humana, maior a probabilidade de se alcan\u00e7ar um padr\u00e3o \u00f3timo na produ\u00e7\u00e3o do concreto. Esse pode ser considerado um diferencial relevante na produ\u00e7\u00e3o desse insumo. Especialistas asseguram que, a partir de sistemas automatizados para dosagem, mistura e transporte, podem ser obtidos elevados n\u00edveis de qualidade no processo de execu\u00e7\u00e3o de concreto dosado em centrais. <br><br>Mas para saber se o padr\u00e3o de qualidade est\u00e1 de acordo com os par\u00e2metros estabelecidos pelas normas, \u00e9 necess\u00e1rio realizar testes no momento em que o caminh\u00e3o-betoneira descarrega o material na obra. Conforme a norma NBR-12655, sobre recebimento do concreto no estado fresco, o construtor deve realizar ensaios de consist\u00eancia pelo abatimento do tronco de cone (slump test) em todas as betonadas recebidas na obra, observando as orienta\u00e7\u00f5es da NM67, sobre procedimentos de execu\u00e7\u00e3o do ensaio. <br><br>Trata-se de um dos ensaios mais importantes no rol de controle tecnol\u00f3gico do concreto, pois serve de par\u00e2metro para se estudar sua trabalhabilidade e consist\u00eancia. Em linhas gerais, o procedimento funciona da seguinte forma: um molde de a\u00e7o em formato de cone com altura de 30 cm \u00e9 colocado sobre uma chapa met\u00e1lica de base, sendo ent\u00e3o preenchido com concreto em tr\u00eas camadas de 10 cm. <br><br>Quando a primeira camada \u00e9 preenchi- da, usa-se uma haste de ferro para golpe- ar o concreto dentro do cone, eliminando o ar incorporado. O processo se repete nas duas camadas consecutivas, somando 25 golpes nas tr\u00eas camadas. <br><br>Ap\u00f3s o preenchimento, o cone deve ser retirado cuidadosamente na dire\u00e7\u00e3o vertical, com movimento constante para cima e sem submeter o concreto a movimentos de tor\u00e7\u00e3o lateral. Imediatamente ap\u00f3s a retirada do cone, \u00e9 medido o abatimento do concreto, de- terminando-se a diferen\u00e7a entre as alturas do molde e do eixo do corpo de prova, que corresponde \u00e0 altura m\u00e9dia do corpo de prova desmoldado. O tempo de dura\u00e7\u00e3o do ensaio deve ser de, no m\u00e1ximo, 5 min, desde a coleta da amostra no caminh\u00e3o-betoneira at\u00e9 o desmolde. <br><br><strong>ABATIMENTO<\/strong> <br><br>De acordo com o Estudo T\u00e9cnico 15, da ABCP (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Cimento Portland), existem tr\u00eas formas de abatimento: verdadeiro (quando o concreto se abate uniforme e simetricamente), cortante (no qual uma das metades do cone desliza em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 outra, segundo um plano inclinado) e com desagrega\u00e7\u00e3o. Geralmente, os abatimentos cortantes e com desagrega\u00e7\u00e3o decorrem de concretos \u00famidos e pobres. <br><br>Tanto o abatimento verdadeiro como o cortado podem ocorrer com a mesma mistura, n\u00e3o sendo poss\u00edvel, contudo, compar\u00e1-los entre si. O \u00fanico abatimento v\u00e1lido \u00e9 o verdadeiro. Na vis\u00e3o dos especialistas, caso ocorra um abatimento cortado \u00e9 necess\u00e1rio efetuar um novo teste. Caso se repita o corte, isso provavelmente decorre da composi\u00e7\u00e3o da mistura ou da forma que o teste foi realizado. <br><br>Um aumento do abatimento pode indicar que o teor de umidade dos agregados apresentou eleva\u00e7\u00e3o inesperada, altera\u00e7\u00e3o na granulometria dos agregados ou defici\u00eancia de areia, por exemplo. Um resultado de abatimento muito alto ou muito baixo pode ser um alerta para o operador corrigir a situa\u00e7\u00e3o.<br><br>Nos EUA, existe uma norma que prev\u00ea a medi\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica do concreto, ainda dentro da betoneira. \u201cPara isso, deve haver sensores por todo o caminh\u00e3o, com sistemas que fazem a aferi\u00e7\u00e3o do processo\u201d, explica Jairo Abud, presidente da ABESC (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Empresas de Servi\u00e7os de Concretagem), destacando que as concreteiras contratam empresas para instalar os sensores no ve\u00edculo. \u201cEsse sistema \u00e9 ideal para obras com produtividade elevada, que recebem cerca de 400 a 500 caminh\u00f5es de concreto por dia.\u201d<br><br><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sinicesp.org.br\/materias\/2021\/bt01b.png\" alt=\"\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><strong>CONFIABILIDADE<\/strong> <br><br>O dirigente ressalta que o modelo de usinagem mais utilizado no Brasil \u00e9 o americano, no qual o processo de mistura \u00e9 realizado no bal\u00e3o da betoneira. \u201cAlguns especialistas apontam que a forma mais confi\u00e1vel \u00e9 o modelo europeu, em que a mistura \u00e9 feita em uma central, um processo considera- do caro no Brasil\u201d, diz. \u201cMas os dois modelos s\u00e3o confi\u00e1veis.\u201d <br><br>Segundo Jana\u00edna de Morais, da Votorantim, o n\u00edvel \u00f3timo de qualidade de um processo de dosagem de concreto em central \u00e9 atingido quando todos os requisitos apresentados na NBR-7212 s\u00e3o atendidos. Tudo se inicia na sele\u00e7\u00e3o cuidadosa das mat\u00e9rias-primas, com caracteriza\u00e7\u00e3o e confer\u00eancia do padr\u00e3o de qualidade esperado. \u201cA partir dessa etapa, os tra\u00e7os de concreto s\u00e3o desenvolvidos previamente em laborat\u00f3rio por profissional qualificado, para assegurar o cumprimento dos par\u00e2metros especificados pelos clientes, em conson\u00e2ncia com as normas t\u00e9cnicas\u201d, ela descreve. \u201cJ\u00e1 no processo operacional, as mat\u00e9rias-primas t\u00eam sua qualidade verificada na etapa de recebimento e s\u00e3o armazenadas separadamente.\u201d <br><br>Segundo a especialista, as mat\u00e9rias&#8211;primas s\u00e3o pesadas em balan\u00e7as aferidas sistematicamente, respeitando os limites de varia\u00e7\u00e3o preconizados na norma e carregadas no caminh\u00e3o-betoneira na sequ\u00eancia ideal, de modo a promover melhor homogeneiza\u00e7\u00e3o da massa durante a mistura. O controle rigoroso da quantidade da \u00e1gua de amassamento dos tra\u00e7os \u00e9 fundamental para que a qualidade do concreto seja atingida, assim como a realiza\u00e7\u00e3o de moldagens de corpos de prova para an\u00e1lise estat\u00edstica de processo, complementando a etapa de controle tecnol\u00f3gico. <br><br>De acordo com Marcio Manzione, executivo de vendas da Liebherr, h\u00e1 tr\u00eas pilares fundamentais para se garantir a qualidade do concreto: mat\u00e9ria-prima de qualidade, m\u00e3o-de-obra especializada e equipamentos tecnol\u00f3gicos, que permitam controle e repetitividade do processo. \u201cAlguns recursos podem auxiliar no controle de qualidade, como a automa\u00e7\u00e3o do controle de umidade\u201d, pontua. \u201cEm alguns pa\u00edses europeus, o uso de centrais misturadoras melhora o processo e o controle de qualidade do material.\u201d \u00c9 preciso considerar ainda, ele acrescenta, se o transporte do concreto ser\u00e1 feito por meio de betoneiras ou ca\u00e7ambas, sem agita\u00e7\u00e3o. \u201cConforme as normas, para betoneiras o transporte pode ser feito em at\u00e9 90 min e as ca\u00e7ambas devem transportar o material em um per\u00edodo de at\u00e9 40 minutos, a partir da primeira adi\u00e7\u00e3o de \u00e1gua\u201d, alerta. \u201cO contratante pode recusar o recebimento, em caso de um per\u00edodo mais longo de transporte.\u201d <br><br>Nesse aspecto, o diretor da Cortesia Equipamentos, Ciro de Almeida Castilho, \u00e9 categ\u00f3rico ao afirmar que o concreto \u00e9 bem-usinado quando se utiliza bal\u00e3o com facas originais, de boa qualidade, com 40 cm. \u201cO caminh\u00e3o deve fazer 14 voltas de bal\u00e3o por minuto e as balan\u00e7as precisam estar sempre bem-aferidas\u201d, acrescenta. <br><br>Nessas circunst\u00e2ncias, o concreto deve bater por, pelo menos, 1 min\/m para atingir a homogeneidade adequada. \u201cO ideal \u00e9 que o processo seja totalmente automatizado, com o m\u00ednimo de interfer\u00eancia humana\u201d, opina Castilho. \u201cAl\u00e9m de utilizar materiais de boa qualidade, tamb\u00e9m \u00e9 importante que se fa\u00e7a acompanhamento laboratorial quando os fornecedores descarregam. Para isso, \u00e9 retirada uma amostra para controle e rastreabilidade.\u201d<br><br><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sinicesp.org.br\/materias\/2021\/bt01c.png\" alt=\"\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><strong>TRANSPORTE<\/strong> <br><br>Ap\u00f3s o carregamento, o concreto tem dura\u00e7\u00e3o aproximada de duas ou tr\u00eas horas. Para se certificar de que o produto chegue \u00e0 obra com as caracter\u00edsticas preservadas, os fornecedores planejam a log\u00edstica de entrega com base no tr\u00e1fego. \u201cTudo depende de dist\u00e2ncia, acessos, localiza\u00e7\u00e3o da bomba etc.\u201d, explica Castilho. \u201cIsso varia conforme o projeto, ent\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio ter flexibilidade.\u201d <br><br>Durante a log\u00edstica de entrega e aplica\u00e7\u00e3o, para se chegar a um c\u00e1lculo das condi\u00e7\u00f5es do concreto podem ser realizados ensaios de \u2018tempo de pega\u2019, que auxiliam na determina\u00e7\u00e3o do teor adequado de aditivos, em fun\u00e7\u00e3o do tempo de transporte e outras vari\u00e1veis pertinentes. Para aplica\u00e7\u00e3o, o concreto deve apresentar a trabalhabilidade necess\u00e1ria para as etapas de bombeamento (quando aplic\u00e1vel), lan\u00e7amento, adensamento e acaba- mento, de acordo com a necessidade espec\u00edfica de cada etapa da obra. <br><br>O planejamento pr\u00e9vio entre fornecedor e consumidor \u00e9 fundamental para que a concretagem ocorra dentro das expectativas de produtividade e qualidade de acabamento. Outro ponto importante \u00e9 averiguar a nota fiscal, para saber se o concreto entregue \u00e9 realmente o especificado e solicitado. <br><br>O presidente da ABESC observa que a maioria das empresas faz acompanhamento dos caminh\u00f5es-betoneira por GPS, justamente para que o tempo de transporte seja controlado. \u201cUsam&#8211;se ainda aditivos para permitir redu\u00e7\u00e3o da quantidade de \u00e1gua por metro c\u00fabico, mantendo a trabalhabilidade ao longo da aplica\u00e7\u00e3o\u201d, diz Abud. <br><br>Ele acrescenta que as caracter\u00edsticas do concreto devem ser coerentes com o tipo de pe\u00e7a onde ser\u00e1 utiliza- do. Para aplica\u00e7\u00e3o em paredes, por exemplo, \u00e9 necess\u00e1rio que seja mais argamassado. J\u00e1 em uma pe\u00e7a delgada, deve ser auto-adens\u00e1vel, A especifica\u00e7\u00e3o deve ser informada pela equipe de obra, incluindo se a pe\u00e7a ter\u00e1 abatimento maior ou menor, entre outros detalhes.<br><br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"250\" height=\"435\" src=\"https:\/\/sinicesp.org.br\/materias\/2021\/bt01d.png\" alt=\"\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left wp-block-paragraph\"><br><br>O executivo da Liebherr refor\u00e7a que o concreto deve obedecer \u00e0s especifica\u00e7\u00f5es do projeto, com tr\u00eas caracter\u00edsticas preponderantes (no caso de concreto fresco): fluidez, coes\u00e3o e trabalhabilidade. \u201cCaso as caracter\u00edsticas tenham se alterado durante o percurso, o contratante deve avaliar previamente junto \u00e0 prestadora a melhor solu\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, lembrando que n\u00e3o se deve adicionar \u00e1gua ap\u00f3s a sa\u00edda da concreteira\u201d, orienta Fonseca. \u201cQuando se prev\u00ea que algumas caracter\u00edsticas podem sofrer altera\u00e7\u00f5es, devem ser utilizados aditivos para garantir a qualidade.\u201d <br><br>Contudo, Abud observa que a NBR- 7212 prev\u00ea adi\u00e7\u00e3o suplementar de \u00e1gua, caso o concreto chegue \u00e0 obra com menor quantidade do l\u00edquido. \u201cPor\u00e9m, se chegar com \u00e1gua em excesso, ou seja, acima da toler\u00e2ncia, o concreto deve ser rejeitado\u201d, contrap\u00f5e. <br><br>No processo de carregamento na central, \u00e9 usual reter-se parte da \u00e1gua de amassamento prevista na dosagem, antevendo adi\u00e7\u00e3o complementar em obra, para ajuste final do abatimento. \u201cEssa adi\u00e7\u00e3o da \u00e1gua complementar somente ocorre se a quantidade limite estiver devidamente registrada no documento de entrega, e sempre antes do in\u00edcio da descarga\u201d, condiciona Morais, da Votorantim. <br><br>Por sua vez, a adi\u00e7\u00e3o de \u00e1gua para aumento de abatimento do concreto (com volume excedendo a prevista na dosagem) n\u00e3o deve ser exigida pelo respons\u00e1vel na obra, pois isso eximir\u00e1 a prestadora de servi\u00e7os de qualquer responsabilidade quanto \u00e0s caracter\u00edsticas do concreto, conforme preconiza a NBR-7212.<br><br><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sinicesp.org.br\/materias\/2021\/bt01e.png\" alt=\"\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><strong>AGREGADOS<\/strong> <br><br>A forma dos gr\u00e3os de agregados influencia na formula\u00e7\u00e3o do concreto e pode interferir nos aspectos econ\u00f4micos da dosagem. Em fun\u00e7\u00e3o de sua forma e distribui\u00e7\u00e3o granulom\u00e9trica, s\u00e3o realizados ensaios laboratoriais pr\u00e9vios para avaliar a melhor propor\u00e7\u00e3o entre agregados de diferentes dimens\u00f5es, buscando-se atingir o abati- mento desejado com menor consumo de \u00e1gua poss\u00edvel. <br><br>Nesse ponto, Jana\u00edna de Morais explica que tra\u00e7os de concreto desenvolvidos com seixo rolado demandam menos \u00e1gua em sua formula\u00e7\u00e3o, pois possuem gr\u00e3os mais arredondados, que favorecem a plasticidade. Contudo, a liga\u00e7\u00e3o matriz-agregado no esta- do endurecido \u00e9 prejudicada, devido \u00e0 textura superficial mais lisa. <br><br>J\u00e1 agregados origin\u00e1rios de processos de britagem possuem superf\u00edcie rugosa, o que beneficia a liga\u00e7\u00e3o matriz-agregado no estado endurecido, embora demandem uma maior quantidade de \u00e1gua na formula\u00e7\u00e3o. \u201cEm fun\u00e7\u00e3o do tipo de britador utilizado no processo de fragmenta\u00e7\u00e3o das rochas, \u00e9 poss\u00edvel obter gr\u00e3os com forma c\u00fabica ou lamelar, que requer maior quantidade de areia para uma dada plasticidade, demandando consequentemente maior quantidade de \u00e1gua e consumo de cimento na formula\u00e7\u00e3o\u201d, comenta. <br><br>O dirigente da ABESC acrescenta que os agregados britados s\u00e3o iguais em todo o mundo, mas algumas pedreiras possuem britadores mais modernos e eficientes, que possibilitam um for- mato lamelar com boa granulometria. \u201cAgregados reagem com o cimento e expandem a pe\u00e7a\u201d, detalha Abud. <br><br>Inversamente, para Fonseca, da Liebherr, a diversidade de mat\u00e9ria-prima no Brasil \u00e9 diferente de qualquer outro pa\u00eds, havendo inclusive diferen\u00e7as entre estados. \u201cComparando as britas dispo- n\u00edveis no mercado, podemos ter varia\u00e7\u00f5es tanto em resist\u00eancia \u00e0 compress\u00e3o como em desgaste do equipamento\u201d, ele sublinha, apontando a heterogeneidade de materiais britados, incluindo calc\u00e1rio, quartzo, gnaisse e outros. \u201cNormal- mente, s\u00e3o feitos ensaios pr\u00e9vios para direcionar a formula\u00e7\u00e3o do tra\u00e7o, permitindo alcan\u00e7ar as propriedades necess\u00e1rias do concreto\u201d, ele conclui.<br><br><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sinicesp.org.br\/materias\/2021\/bt01f.png\" alt=\"\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><br><\/strong><br><strong>Fonte:<\/strong>&nbsp;Revista M&amp;T \u2013 Mercado e Tecnologia &#8211; Edi\u00e7\u00e3o 250 &#8211; 12\/2020<br><br><\/p>\n\n\n\n<section class=\"wp-block-uagb-section uagb-section__wrap uagb-section__background-undefined uagb-block-d9153f03\"><div class=\"uagb-section__overlay\"><\/div><div class=\"uagb-section__inner-wrap\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Saiba mais:<\/strong><br><br><strong><strong>ABESC:<\/strong>\u00a0<a href=\"ABESC:\u00a0www.abesc.org.br\/Cortesia:\u00a0www.cortesiaconcreto.com.br\/Liebherr:\u00a0www.liebherr.comVotorantim Cimentos:\u00a0www.votorantimcimentos.com.br\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/abesc.org.br\/\" target=\"_blank\">www.abesc.org.br\/<\/a><br><\/a><strong>Cortesia:<\/strong><a href=\"ABESC:\u00a0www.abesc.org.br\/Cortesia:\u00a0www.cortesiaconcreto.com.br\/Liebherr:\u00a0www.liebherr.comVotorantim Cimentos:\u00a0www.votorantimcimentos.com.br\"><strong>\u00a0<\/strong><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.cortesiaconcreto.com.br\/\" target=\"_blank\">www.cortesiaconcreto.com.br\/<\/a><br><\/a><strong>Liebherr:<\/strong><a href=\"ABESC:\u00a0www.abesc.org.br\/Cortesia:\u00a0www.cortesiaconcreto.com.br\/Liebherr:\u00a0www.liebherr.comVotorantim Cimentos:\u00a0www.votorantimcimentos.com.br\">\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.liebherr.com\/pt\/bra\/start\/pagina-inicial.html\" target=\"_blank\">www.liebherr.com<\/a><br><\/a><strong>Votorantim Cimentos:<\/strong><a href=\"ABESC:\u00a0www.abesc.org.br\/Cortesia:\u00a0www.cortesiaconcreto.com.br\/Liebherr:\u00a0www.liebherr.comVotorantim Cimentos:\u00a0www.votorantimcimentos.com.br\">\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.votorantimcimentos.com.br\/\" target=\"_blank\">www.votorantimcimentos.com.br<\/a><\/a><\/strong><\/p>\n<\/div><\/section>\n<\/div><\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A reportagem de autoria de Santelmo Camilo, publicada na Revista M&#038;T de janeiro de 2021, mostra como a partir da introdu\u00e7\u00e3o de sistemas automatizados para dosagem, mistura e transporte, podem ser obtidos elevados n\u00edveis de qualidade no processo de execu\u00e7\u00e3o de concreto 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