{"id":1075,"date":"2021-07-01T10:31:52","date_gmt":"2021-07-01T13:31:52","guid":{"rendered":"http:\/\/sinicesp.org.br\/?p=1075"},"modified":"2022-01-11T15:53:06","modified_gmt":"2022-01-11T18:53:06","slug":"construcao-ve-recuo-historico-em-rodovias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sinicesp.org.br\/index.php\/2021\/07\/01\/construcao-ve-recuo-historico-em-rodovias\/","title":{"rendered":"Constru\u00e7\u00e3o v\u00ea recuo hist\u00f3rico em rodovias"},"content":{"rendered":"\n<section class=\"wp-block-uagb-section uagb-section__wrap uagb-section__background-color uagb-block-9c9a6a51\"><div class=\"uagb-section__overlay\"><\/div><div class=\"uagb-section__inner-wrap\">\n<div style=\"height:10px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-58b349e9\"><h3 class=\"uagb-heading-text\"><br><strong>Boletim T\u00e9cnico n\u00ba 02\/2021 &#8211; 01\/07\/2021 <\/strong><\/h3><div class=\"uagb-separator-wrap\"><div class=\"uagb-separator\"><\/div><\/div><p class=\"uagb-desc-text\"><\/p><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n<\/div><\/section>\n\n\n\n<section class=\"wp-block-uagb-section uagb-section__wrap uagb-section__background-color uagb-block-8f25b95e\"><div class=\"uagb-section__overlay\"><\/div><div class=\"uagb-section__inner-wrap\">\n<h2 class=\"has-text-color wp-block-heading\" style=\"color:#0767b1\">Constru\u00e7\u00e3o v\u00ea recuo hist\u00f3rico em rodovias<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com a 23\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Pesquisa CNT de Rodovias, as atividades de constru\u00e7\u00e3o \u2013 respons\u00e1veis pela amplia\u00e7\u00e3o e aperfei\u00e7oamento da malha rodovi\u00e1ria \u2013 permaneceram relegadas no que se refere a investimentos, fechando 2018 com uma participa\u00e7\u00e3o relativa de apenas 14,2% nas interven\u00e7\u00f5es rodovi\u00e1rias totais \u2013 a menor da s\u00e9rie hist\u00f3rica. <br><br>Como se sabe, o investimento p\u00fablico em rodovias vem em trajet\u00f3ria de queda quase cont\u00ednua desde 2012, ainda antes da recess\u00e3o econ\u00f4mica no pa\u00eds. De acordo com pesquisa, a redu\u00e7\u00e3o dos aportes federais em rodovias em rela\u00e7\u00e3o ao PIB foi maior e mais prolongada que a pr\u00f3pria recess\u00e3o, entre 2014 e 2016. \u201cA redu\u00e7\u00e3o do investimento p\u00fablico foi um fator importante entre os determinantes da recess\u00e3o e da crise econ\u00f4mica em que o pa\u00eds se encontra at\u00e9 hoje\u201d, deduz o trabalho. <br><br>No contexto mais agudo da recess\u00e3o, \u00e9 bom lembrar, o governo focou aportes em a\u00e7\u00f5es de manuten\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o das rodovias, que geram resultados mais imediatos a partir de menor investimento. De acordo com a pesquisa, essas a\u00e7\u00f5es subiram para 64,3% do investimento federal em rodovias em 2016, bem acima dos 47,4% em 2013. <br><br>Como contrapartida, as a\u00e7\u00f5es de adequa\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o da malha rodovi\u00e1ria perderam participa\u00e7\u00e3o entre as interven\u00e7\u00f5es totais. \u201cSomente a partir de 2017, per\u00edodo em que o PIB passou a crescer na faixa de 1%, as a\u00e7\u00f5es de adequa\u00e7\u00e3o rodovi\u00e1ria recuperaram parte de sua participa\u00e7\u00e3o relativa nas interven\u00e7\u00f5es, saindo de 20,6% em 2016 para 29,6% em 2018\u201d, constata a pesquisa. <br><br>Para superar esse quadro de estagna\u00e7\u00e3o e superar os problemas detectados nas rodovias brasileiras, a CNT estima que s\u00e3o necess\u00e1rios aportes de R$ 38,6 bilh\u00f5es. Apenas para reconstru\u00e7\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o das vias, a proje\u00e7\u00e3o \u00e9 de R$ 38,6 bilh\u00f5es em investimentos. <br><br>J\u00e1 para manuten\u00e7\u00e3o dos trechos classificados como \u2018desgastados\u2019, o custo estimado \u00e9 de R$ 15,8 bilh\u00f5es. \u201cEsse esfor\u00e7o exige o engajamento do setor p\u00fablico, de investidores e transportadores na defini\u00e7\u00e3o de um plano de a\u00e7\u00e3o\u201d, recomenda o relat\u00f3rio, cujos principais resultados a Revista Grandes Constru\u00e7\u00f5es traz nesta edi\u00e7\u00e3o especial, junto a uma entrevista exclusiva com o superintendente de Concess\u00f5es de Infraestrutura da Ag\u00eancia Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Renan Brand\u00e3o, e a mais um levantamento de concess\u00f5es rodovi\u00e1rias em andamento no pa\u00eds, como j\u00e1 \u00e9 tradi\u00e7\u00e3o da publica\u00e7\u00e3o. Boa leitura. <br><br><strong>URG\u00caNCIA NAS ESTRADAS<\/strong> <br><br><em>Com malha vi\u00e1ria estagnada e frota de ve\u00edculos dobrando nos \u00faltimos anos, pa\u00eds v\u00ea necessidade de obras se tornar mais aguda em uma infraestrutura vital ao seu desenvolvimento<\/em> <br><br>Com extens\u00e3o continental, o Brasil depende \u2013 e muito \u2013 das rodovias. Atualmente, o modal rodovi\u00e1rio \u00e9 o que possui a maior participa\u00e7\u00e3o na matriz de transporte, concentrando cerca de 61% da movimenta\u00e7\u00e3o de mercadorias e 95% da de passageiros. <br><br>Apesar de sua import\u00e2ncia, o pa\u00eds se v\u00ea na urg\u00eancia de ampliar e otimizar os recursos destinados ao setor. Indicadores deixam isso claro. Com 141 pa\u00edses, o ranking de competitividade global do F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial (WEF) aponta o Brasil na 93\u00aa posi\u00e7\u00e3o com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 qualidade da infraestrutura rodovi\u00e1ria, atr\u00e1s at\u00e9 mesmo de outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina. O setor tamb\u00e9m \u00e9 marcado pela baixa densidade da malha (25,1 km de rodovias pavimentadas por 1.000 km\u00b2 de extens\u00e3o territorial) e baixa competitividade. <br><br>Para completar, dados do Sistema Nacional de Via\u00e7\u00e3o (SNV) mostram que atualmente apenas 213.453 km de rodovias s\u00e3o pavimentadas, o que corresponde a irris\u00f3rios 12,4% da extens\u00e3o total (1.720.700 km). Considerando apenas as rodovias federais, houve um crescimento de apenas 6,7% da extens\u00e3o pavimentada desde 2009 [cf. gr\u00e1fico]. \u00c9 muito pouco, tendo em vista que a malha n\u00e3o pavimentada representa 78,5% (1.349.938 km) do total. \u201cAl\u00e9m de uma maior disponibilidade e melhor distribui\u00e7\u00e3o de rodovias pavimentadas no pa\u00eds, \u00e9 necess\u00e1rio que o ativo seja mantido em bom estado de conserva\u00e7\u00e3o\u201d, adverte a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Transporte (CNT) na apresenta\u00e7\u00e3o da 23\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Pesquisa CNT de Rodovias, desenvolvida em parceria com o Servi\u00e7o Social do Transporte (SEST) e o Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem do Transporte (SENAT). <br><br>Isso indica que, al\u00e9m de insuficiente, a malha vem se deteriorando. Ap\u00f3s um per\u00edodo de relativa estabilidade na condi\u00e7\u00e3o das rodovias \u2013 com alguns avan\u00e7os, como em sinaliza\u00e7\u00e3o \u2013, em 2019 houve uma \u2018piora efetiva\u2019 dos resultados em todas as caracter\u00edsticas: pavimento, sinaliza\u00e7\u00e3o e geometria da via. Segundo o Modelo CNT de classifica\u00e7\u00e3o, 59% (64.198 km) do total avaliado j\u00e1 apresentam condi\u00e7\u00f5es inadequadas. <br><br>Esse \u00e9 o tamanho da urg\u00eancia. A pesquisa abrangeu 108.863 km (67.106 km de federais p\u00fablicas e concedidas e 41.757 km de estaduais) de rodovias pavimentadas, em uma extens\u00e3o que contempla trechos estrat\u00e9gicos para a movimenta\u00e7\u00e3o de cargas e passageiros. A avalia\u00e7\u00e3o incluiu 22.079 km (20,3%) de rodovias concedidas e 86.784 km (79,7%) de rodovias sob gest\u00e3o p\u00fablica. Considerando as rodovias sob gest\u00e3o p\u00fablica, 58.616 km (67,5%) avaliados t\u00eam problemas, avaliados como regular, ruim ou p\u00e9ssimo no estado geral. Nas rodovias sob gest\u00e3o concedida, esse percentual \u00e9 bem menor, de 25,3% (5.582 km). \u201cA crise fiscal aciona o sinal de alerta em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 capacidade de o pa\u00eds manter e expandir a malha\u201d, diz o relat\u00f3rio, que teve coordena\u00e7\u00e3o de Raul Viana, diretor de comunica\u00e7\u00e3o institucional da ABCR (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Concession\u00e1rias de Rodovias). \u201cNesse quadro, a prioriza\u00e7\u00e3o do setor nas pol\u00edticas p\u00fablicas e uma maior efici\u00eancia na gest\u00e3o s\u00e3o imprescind\u00edveis. \u201d<br><br><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sinicesp.org.br\/materias\/2021\/bt02c.jpg\" alt=\"\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sinicesp.org.br\/materias\/2021\/bt02d.jpg\" alt=\"\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><strong>INDICADORES<\/strong> <br><br>Da extens\u00e3o avaliada pela Pesquisa CNT, 64.198 km (59%) apresentam algum tipo de problema no estado geral de conserva\u00e7\u00e3o, enquanto 37.628 km s\u00e3o classificados apenas como regulares e quase 30 mil km como ruins ou p\u00e9ssimos. <br><br>Para a avalia\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m foi feita uma an\u00e1lise conjunta das caracter\u00edsticas de sinaliza\u00e7\u00e3o e geometria da via. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sinaliza\u00e7\u00e3o, o percentual de regulares ou ruins foi de 48,1%, enquanto na geometria da via, esse \u00edndice chegou a 76,3%. Dessa forma, 59% das rodovias pesquisadas no pa\u00eds foram consideradas inadequadas, segundo o modelo adotado. O estado geral \u00e9 considerado regular em 34,6% da extens\u00e3o, ruim em 17,5% e p\u00e9ssimo em 6,9%. <br><br>O perfil predominante nas rodovias avaliadas \u00e9 ondulado ou montanhoso, topografia presente em 69.617 km (63,9%). Nesses trechos, \u00e9 comum que ve\u00edculos pesados trafeguem em baixa velocidade, principalmente em subidas. Mas a maioria da malha ainda \u00e9 de pista simples, em um total de 93.412 km \u2013 ou 85,8% do total. As pistas duplas, com canteiro central, barreira ou faixa, representam 14,2% (15.451 km). <br><br>Al\u00e9m de orientar, a sinaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 um item importante de regulamenta\u00e7\u00e3o e advert\u00eancia para os usu\u00e1rios. N\u00e3o obstante, na avalia\u00e7\u00e3o realizada em 2019 uma extens\u00e3o de 52.417 km (48,1% do total) apresentou problemas nesta caracter\u00edstica, que foi considerada regular em 26,1% (28.460 km), ruim em 11,6% (12.677 km) e p\u00e9ssima em 10,4% (11.280 km). <br><br>Com o aumento do fluxo de ve\u00edculos, tamb\u00e9m se verificou que 76,3% (83.031 km) apresentam algum tipo de problema na geometria, incluindo pontos sem acostamento, curvas perigosas sem defensas e falta de sinaliza\u00e7\u00e3o de advert\u00eancia. Em rela\u00e7\u00e3o ao pavimento \u2013 altamente relevante para a efici\u00eancia energ\u00e9tica veicular \u2013, 52,4% das rodovias apresentaram problemas e em 75% da extens\u00e3o h\u00e1 sinais de desgaste, trincas, remendos, afundamentos, ondula\u00e7\u00f5es ou buracos. <br><br>Desse modo, apenas 24,1% (26.203 km) da superf\u00edcie encontram-se em perfeito estado de conserva\u00e7\u00e3o. \u201cEstima-se que o p\u00e9ssimo estado do pavimento possa dobrar o custo operacional do transporte rodovi\u00e1rio de cargas, uma vez que o adicional pode chegar a at\u00e9 91,5%\u201d, relata o documento. \u201cAssim, calcula-se que o pa\u00eds gaste, em m\u00e9dia, 28,5% a mais do que deveria para transportar seus insumos, bens de produ\u00e7\u00e3o e bens de consumo por rodovias, em raz\u00e3o unicamente de problemas no pavimento. \u201d <br><br>Esse impacto se distribui de forma desigual entre as regi\u00f5es. De acordo com a Pesquisa CNT, 43% da extens\u00e3o rodovi\u00e1ria pesquisada na regi\u00e3o Sudeste apresentaram pavimento regular, ruim ou p\u00e9ssimo. No Norte, esse percentual foi de 70,3%, no Centro-Oeste de 57%, no Sul de 52% e no Nordeste de 51,5%. Assim, calcula-se que o transporte no Sudeste gaste, em m\u00e9dia, 23,5% a mais em raz\u00e3o de problemas no pavimento, enquanto no Nordeste o \u00edndice vai a 27,3%, no Sul a 28,6%, no Centro-Oeste a 31% e no Norte a 38,5%.<br><br><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sinicesp.org.br\/materias\/2021\/bt02e.jpg\" alt=\"\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><strong>CONDI\u00c7\u00d5ES<\/strong> <br><br>O acostamento, outro elemento essencial, n\u00e3o existe em 45,5% da extens\u00e3o avaliada. Onde existe, 6.017 km (10,1%) encontram-se em m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es, enquanto 822 km (1,4%) est\u00e3o totalmente destru\u00eddos nesse item de seguran\u00e7a. Tamb\u00e9m h\u00e1 problemas de manuten\u00e7\u00e3o, pois a faixa central n\u00e3o foi identificada em 7.212 km (6,6%), enquanto o desgaste dessa sinaliza\u00e7\u00e3o predomina em 28.165 km (25,9%). Com 69.617 km de perfil ondulado ou montanhoso, identificou-se a presen\u00e7a de faixa adicional em 14.626 km (21%), ao passo que 54.991 km (79%) n\u00e3o contam com essa faixa. <br><br>Em 56.901 km avaliados foram identificadas obras de arte especiais (OAE). Desse total, em 11,8% (6.726 km) n\u00e3o h\u00e1 acostamento ou defensas completas na estrutura. Na maior parte \u2013 63,5% (36.132 km) \u2013, um dos dispositivos est\u00e1 ausente. As pontes e viadutos possuem acostamento e defensas completas apenas em 24,7% (14.043 km) da extens\u00e3o. <br><br>Na extens\u00e3o pesquisada, as curvas perigosas est\u00e3o presentes em 28.639 km (26,3%), sendo que em 41,7% (11.925 km) n\u00e3o h\u00e1 placas de advert\u00eancia ou dispositivos de prote\u00e7\u00e3o como barreiras e defensas completas.<br><br>Em 40,8% delas falta um desses dispositivos, presentes em apenas 17,5% do total (5.025 km). \u201cA falta de investimentos implica piores condi\u00e7\u00f5es das rodovias, o que, combinada ao crescente volume de tr\u00e1fego, tamb\u00e9m favorece o aumento de acidentes, com impactos preocupantes para a sociedade e o poder p\u00fablico\u201d, pontua o texto. <br><br>Os resultados da Pesquisa CNT, ali\u00e1s, deixam claro que um dos fatores que mais contribui para o processo de degrada\u00e7\u00e3o \u00e9 o elevado fluxo de ve\u00edculos, assim como a sobrecarga em pesados. Entre 2009 e 2019, houve aumento de 80,8% da frota no pa\u00eds, com maior concentra\u00e7\u00e3o nas regi\u00f5es Norte e Nordeste, onde a disponibilidade de rodovias \u00e9 menor. E mais de 60% dos ve\u00edculos foram fabricados de 2005 em diante, indicando um aumento acentuado da demanda sobre a infraestrutura nos \u00faltimos anos.<br><br><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sinicesp.org.br\/materias\/2021\/bt02f.jpg\" alt=\"\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><strong>INVESTIMENTOS<\/strong> <br><br>Tamb\u00e9m h\u00e1 a quest\u00e3o da concentra\u00e7\u00e3o da malha. O estudo indica ainda que 31,2% da malha federal pavimentada est\u00e3o concentrados na regi\u00e3o Nordeste, seguida pelas regi\u00f5es Sudeste, Sul e Centro-Oeste. A regi\u00e3o Norte figura em \u00faltimo, com apenas 9.708 km, ou 14,9% da extens\u00e3o total. <br><br>Mas quando se analisa a densidade da malha em cada regi\u00e3o o cen\u00e1rio muda. Nesse caso, o Sul passa a ter a maior extens\u00e3o rodovi\u00e1ria federal pavimentada em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e1rea territorial, seguido por Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste. O Norte continua na \u00faltima posi\u00e7\u00e3o, com reduzida extens\u00e3o pavimentada e territ\u00f3rio amplo. \u201cUma densidade mais elevada representa maior disponibilidade da infraestrutura e melhor integra\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio\u201d, ressaltam os pesquisadores. \u201cDessa forma, fica n\u00edtida a distribui\u00e7\u00e3o desigual dessa infraestrutura no pa\u00eds, o que pode ter impactos negativos nos potenciais de desenvolvimento regionais. \u201d <br><br>Para superar essas distor\u00e7\u00f5es, o Plano CNT de Transporte e Log\u00edstica 2018 estima que seja necess\u00e1rio um investimento de R$ 496,1 bilh\u00f5es em 981 projetos, incluindo constru\u00e7\u00e3o, pavimenta\u00e7\u00e3o, duplica\u00e7\u00e3o, recupera\u00e7\u00e3o e demais adequa\u00e7\u00f5es das vias. Considerando a baixa capacidade de investimento p\u00fablico, os governos estaduais e federal t\u00eam apostado na transfer\u00eancia da opera\u00e7\u00e3o, manuten\u00e7\u00e3o e adequa\u00e7\u00e3o das rodovias para o setor privado, por meio de concess\u00f5es. De 2016 a 2018, o investimento privado por quil\u00f4metro foi quase tr\u00eas vezes maior do que o investimento p\u00fablico federal, ano a ano. <br><br>Em geral, a pesquisa anual mostra que os trechos concedidos t\u00eam apresentado melhores resultados, o que indica a efetividade de se investir na manuten\u00e7\u00e3o e adequa\u00e7\u00e3o da capacidade das vias. Em 2019, 74,7% da extens\u00e3o concedida foi classificada como \u00f3timo ou bom no estado geral. Na caracter\u00edstica de pavimento, 77,2% tiveram essa classifica\u00e7\u00e3o, enquanto, na sinaliza\u00e7\u00e3o, esse percentual foi de 84,1%. O pior resultado foi percebido na geometria da via, que teve apenas 39,1% da extens\u00e3o avaliada como adequada. <br><br>A majora\u00e7\u00e3o de custos tamb\u00e9m se diferencia de acordo com o tipo de gest\u00e3o das rodovias brasileiras, ressalta o estudo. \u201cNas rodovias sob administra\u00e7\u00e3o do setor p\u00fablico, o custo adicional ocasionado por problemas no pavimento \u00e9 de 32,6% em m\u00e9dia, enquanto, nas rodovias concedidas, essa m\u00e9dia \u00e9 de 12,1%\u201d, aponta. <br><br><strong>ESTRAT\u00c9GIA<\/strong> <br><br>Por tudo isso, a estrat\u00e9gia \u00e9 estruturar um amplo programa de concess\u00f5es, de modo a aumentar a participa\u00e7\u00e3o da iniciativa privada na oferta dos servi\u00e7os de infraestrutura rodovi\u00e1ria. De fato, os investimentos privados registraram um grande salto de 2007 a 2013. Descontada a infla\u00e7\u00e3o, o montante investido pelas concession\u00e1rias obteve crescimento acima de 250%. <br><br>Todavia, a CNT ressalva \u201ca necessidade de uma revis\u00e3o do modelo de concess\u00f5es com incremento de rigor t\u00e9cnico de modo a garantir a viabilidade financeira e a exequibilidade dos contratos, sem comprometer a qualidade da rodovia\u201d. Para a entidade, os dados corroboram os benef\u00edcios da participa\u00e7\u00e3o privada no setor, mas tamb\u00e9m alertam para os \u201criscos inerentes \u00e0 inseguran\u00e7a jur\u00eddica e falhas na qualidade dos estudos de demanda e viabilidade t\u00e9cnico-econ\u00f4mica utilizados nos processos licitat\u00f3rios\u201d. <br><br>A Ag\u00eancia Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ainda est\u00e1 elaborando a norma definitiva que regulamentar\u00e1 a caducidade de concess\u00f5es [leia entrevista nesta edi\u00e7\u00e3o]. \u201cOu seja, o contexto ainda \u00e9 de incerteza regulat\u00f3ria quanto aos termos de rescis\u00e3o e relicita\u00e7\u00e3o dos contratos, somada \u00e0 falta de perspectiva dos atuais concession\u00e1rios quanto \u00e0 possibilidade de reprogramar os seus investimentos, o que justifica a continuidade da tend\u00eancia de queda dos investimentos privados em rodovias em 2019\u201d, destaca o documento. <br><br>H\u00e1 ainda de se considerar que, mesmo que a gest\u00e3o privada avance nas rodovias no pa\u00eds, a participa\u00e7\u00e3o do Estado continuar\u00e1 a ser fundamental para promover a integra\u00e7\u00e3o da matriz rodovi\u00e1ria. De acordo com o SNV, em 2019 a extens\u00e3o rodovi\u00e1ria pavimentada e n\u00e3o pavimentada sob administra\u00e7\u00e3o do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) somou 66.557 km, ou seja, mais que o triplo da extens\u00e3o concessionada de rodovias federais e estaduais. \u201cAinda que o Minist\u00e9rio da Infraestrutura realize todas as concess\u00f5es rodovi\u00e1rias previstas na carteira de projetos do governo federal, o setor p\u00fablico ainda ter\u00e1 uma malha extensa de rodovias para gerir\u201d, avalia a pesquisa. \u201cIsso significa que o investimento p\u00fablico federal ainda tem um papel importante a cumprir, seja na manuten\u00e7\u00e3o e adequa\u00e7\u00e3o das rodovias pavimentadas, seja na implanta\u00e7\u00e3o e pavimenta\u00e7\u00e3o das rodovias n\u00e3o pavimentadas e planejadas. \u201d <br><br><strong>PROPOSTAS<\/strong> <br><br>Dentre as propostas da CNT para dinamizar o setor est\u00e3o a amplia\u00e7\u00e3o do programa de investimentos, a reformula\u00e7\u00e3o da modelagem das concess\u00f5es (para evitar um descolamento excessivo entre os par\u00e2metros de viabilidade econ\u00f4mica e o cronograma de investimentos previsto em contrato) e uma maior celeridade nas interven\u00e7\u00f5es de manuten\u00e7\u00e3o e adequa\u00e7\u00e3o de capacidade, respeitando os limites da viabilidade financeira dos projetos. <br><br>Tamb\u00e9m prop\u00f5e novas concess\u00f5es sem pagamento de outorgas, adotando o crit\u00e9rio de menor tarifa de ped\u00e1gio, rigor t\u00e9cnico no processo licitat\u00f3rio, estudos de demanda bem-elaborados e defini\u00e7\u00e3o clara da matriz de compartilhamento de riscos, al\u00e9m de an\u00e1lises robustas de viabilidade econ\u00f4mico-financeira dos projetos. \u201cNo caso de outorga, \u00e9 imprescind\u00edvel que os recursos sejam vinculados ao investimento em rodovias\u201d, prossegue. <br><br>Para a entidade, o processo de recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do pa\u00eds est\u00e1 relacionado diretamente \u00e0 retomada do investimento em infraestrutura de transporte e \u00e0 redu\u00e7\u00e3o dos custos produtivos adicionais dos transportadores, advindos das defici\u00eancias nas rodovias brasileiras. \u201cNesse sentido, entende-se que deve ser facilitada a participa\u00e7\u00e3o da iniciativa privada, seja nacional ou estrangeira, por meio da ado\u00e7\u00e3o de mecanismos que confiram maior credibilidade aos contratos firmados, bem como maior estabilidade de regras para uma adequada avalia\u00e7\u00e3o de risco por parte dos investidores\u201d, conclui a pesquisa. <br><br><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0Revista Grandes Constru\u00e7\u00f5es &#8211; Edi\u00e7\u00e3o 95 &#8211; 12\/2020<br><br><br><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"javaScript:window.print()\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"60\" height=\"53\" src=\"https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/impressora.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2334\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n<\/div><\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segue para leitura artigo publicado na edi\u00e7\u00e3o de dezembro de 2020, na revista Grandes Constru\u00e7\u00f5es, que relata a queda dos investimentos na malha rodovi\u00e1ria. O cen\u00e1rio \u00e9 preocupante, mesmo sabendo que atualmente, o modal rodovi\u00e1rio \u00e9 o que possui a maior participa\u00e7\u00e3o na matriz de transporte, concentrando cerca de 61% da movimenta\u00e7\u00e3o de mercadorias e 95% da de passageiros.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1076,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_uag_custom_page_level_css":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"disabled","ast-breadcrumbs-content":"disabled","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[33],"class_list":["post-1075","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-boletim-tecnico","tag-boletim-tecnico-no-02-2021-01-07-2021"],"aioseo_notices":[],"gutentor_comment":0,"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/boletim-tecnico-2021-02a-pequena.jpg",250,167,false],"thumbnail":["https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/boletim-tecnico-2021-02a-pequena-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/boletim-tecnico-2021-02a-pequena.jpg",250,167,false],"medium_large":["https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/boletim-tecnico-2021-02a-pequena.jpg",250,167,false],"large":["https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/boletim-tecnico-2021-02a-pequena.jpg",250,167,false],"1536x1536":["https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/boletim-tecnico-2021-02a-pequena.jpg",250,167,false],"2048x2048":["https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/boletim-tecnico-2021-02a-pequena.jpg",250,167,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"Rodrigo","author_link":"https:\/\/sinicesp.org.br\/index.php\/author\/sinicesp\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Segue para leitura artigo publicado na edi\u00e7\u00e3o de dezembro de 2020, na revista Grandes Constru\u00e7\u00f5es, que relata a queda dos investimentos na malha rodovi\u00e1ria. 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