{"id":2276,"date":"2021-12-22T10:02:00","date_gmt":"2021-12-22T13:02:00","guid":{"rendered":"https:\/\/sinicesp.org.br\/?p=2276"},"modified":"2022-01-11T15:40:51","modified_gmt":"2022-01-11T18:40:51","slug":"interrupcao-da-prescricao-por-acao-trabalhista-anterior-depende-da-identidade-de-partes-e-de-causas-de-pedir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sinicesp.org.br\/index.php\/2021\/12\/22\/interrupcao-da-prescricao-por-acao-trabalhista-anterior-depende-da-identidade-de-partes-e-de-causas-de-pedir\/","title":{"rendered":"Interrup\u00e7\u00e3o da prescri\u00e7\u00e3o por a\u00e7\u00e3o trabalhista anterior depende da identidade de partes e de causas de pedir"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<section class=\"wp-block-uagb-section uagb-section__wrap uagb-section__background-color uagb-block-710b0d0b\"><div class=\"uagb-section__overlay\"><\/div><div class=\"uagb-section__inner-wrap\">\n<div style=\"height:10px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-5b911453\"><h3 class=\"uagb-heading-text\"><br><strong>Boletim Jur\u00eddico n\u00ba 12\/2021 &#8211; 22\/12\/2021 <\/strong><\/h3><div class=\"uagb-separator-wrap\"><div class=\"uagb-separator\"><\/div><\/div><p class=\"uagb-desc-text\"><\/p><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n<\/div><\/section>\n\n\n\n<section class=\"wp-block-uagb-section uagb-section__wrap uagb-section__background-color uagb-block-c22ed7d1\"><div class=\"uagb-section__overlay\"><\/div><div class=\"uagb-section__inner-wrap\">\n<h2 class=\"has-text-color wp-block-heading\" style=\"color:#0767b1\"><a href=\"javascript:abrir('http:\/\/www.sinicesp.org.br\/materias\/2021\/bj09a.htm')\">Interrup\u00e7\u00e3o da prescri\u00e7\u00e3o por a\u00e7\u00e3o trabalhista anterior depende da identidade de partes e de causas de pedir<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) entendeu que a interrup\u00e7\u00e3o da prescri\u00e7\u00e3o em a\u00e7\u00e3o c\u00edvel, por ter havido\u00a0cita\u00e7\u00e3o v\u00e1lida em reclama\u00e7\u00e3o trabalhista anterior,\u00a0depende da exist\u00eancia\u00a0de identidade de partes e de causas de pedir \u2013 o que impediria a caracteriza\u00e7\u00e3o da\u00a0in\u00e9rcia do titular do direito. <br><br>O colegiado discutiu, em a\u00e7\u00e3o relativa \u00e0 inexigibilidade de d\u00e9bito por servi\u00e7os de auditoria, se o processo trabalhista ajuizado anteriormente contra uma empresa florestal, em que foram apontadas as mesmas d\u00edvidas, teria o efeito de interromper o prazo prescricional. <br><br>A reclamat\u00f3ria trabalhista foi proposta em dezembro de 2012 para a cobran\u00e7a de verbas remunerat\u00f3rias supostamente devidas pela empresa florestal. O autor da reclama\u00e7\u00e3o relatou ter atuado no cargo de gestor financeiro e administrativo da empresa entre junho de 2003 e mar\u00e7o de 2011. <br><br>Enquanto ainda tramitava o processo na Justi\u00e7a do Trabalho, em junho de 2016, um grupo de auditores associados \u2013 do qual o autor da reclama\u00e7\u00e3o era representante legal \u2013 promoveu o protesto de t\u00edtulos relativos a dois contratos de servi\u00e7os de auditoria \u2013 um firmado em 2001, outro em 2010. <br><br>Contra os protestos, a empresa florestal ajuizou a a\u00e7\u00e3o de inexigibilidade dos d\u00e9bitos, alegando que eles j\u00e1 estariam prescritos, conforme o\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2002\/l10406.htm#art206%C2%A75\" target=\"_blank\"><strong>artigo 206, par\u00e1grafo 5\u00ba, inciso I, do C\u00f3digo Civil de 2002<\/strong><\/a>, o qual prev\u00ea o prazo de cinco anos para a cobran\u00e7a de d\u00edvidas l\u00edquidas constantes de instrumento particular. Defendeu, ainda, que os protestos estariam prejudicados, tendo em vista que os d\u00e9bitos j\u00e1 estavam sendo discutidos no processo trabalhista. <br><br>A prescri\u00e7\u00e3o foi reconhecida em primeiro grau \u2013 senten\u00e7a mantida pelo Tribunal de Justi\u00e7a do Paran\u00e1 (TJPR), o qual consignou que a demanda trabalhista n\u00e3o interrompe a prescri\u00e7\u00e3o na a\u00e7\u00e3o c\u00edvel. <br><br><strong>Interrup\u00e7\u00e3o da prescri\u00e7\u00e3o pela cita\u00e7\u00e3o em processo anterior<\/strong> <br><br>Em recurso especial, o grupo de auditores associados alegou que o prazo de prescri\u00e7\u00e3o s\u00f3 come\u00e7ou a fluir em 2018, data em que transitou em julgado a senten\u00e7a trabalhista que n\u00e3o reconheceu a rela\u00e7\u00e3o de emprego entre o gestor financeiro e a empresa florestal. <br><br>Segundo a relatora do recurso, ministra Nancy Andrighi, a interrup\u00e7\u00e3o do prazo prescricional \u00e9 admitida &#8220;quando o titular do direito manifesta, por uma das formas previstas em lei, a inten\u00e7\u00e3o de exerc\u00ea-lo ou quando o devedor manifesta inequivocamente o reconhecimento daquele direito&#8221;. <br><br>A magistrada destacou que, ao contr\u00e1rio da conclus\u00e3o do TJPR, a cita\u00e7\u00e3o v\u00e1lida em processo anterior \u00e9 capaz de interromper a prescri\u00e7\u00e3o na outra a\u00e7\u00e3o, posi\u00e7\u00e3o que pode ser extra\u00edda tanto do\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2002\/l10406.htm#art202\" target=\"_blank\"><strong>artigo 202, inciso I, do CC\/2002<\/strong><\/a>\u00a0quanto da jurisprud\u00eancia do STJ \u2013 que, inclusive, j\u00e1 reconheceu o efeito interruptivo de prazo prescricional decorrente de cita\u00e7\u00e3o ocorrida em reclama\u00e7\u00e3o trabalhista anteriormente ajuizada. <br><br><strong>A\u00e7\u00f5es t\u00eam autores e causas de pedir distintas<\/strong> <br><br>No entanto, no caso analisado, a magistrada ponderou que h\u00e1 a peculiaridade de n\u00e3o existir identidade entre as partes nas duas a\u00e7\u00f5es, j\u00e1 que a reclamat\u00f3ria trabalhista foi movida, em nome pr\u00f3prio, pelo representante do grupo de auditores, ao passo que o protesto foi feito em nome de pessoa jur\u00eddica. <br><br>Al\u00e9m disso, apontou, a a\u00e7\u00e3o trabalhista visava o reconhecimento de v\u00ednculo empregat\u00edcio com a empresa florestal e o pagamento de remunera\u00e7\u00e3o pelo exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o. Por sua vez, na a\u00e7\u00e3o que originou o recurso especial, a empresa florestal pretendeu a declara\u00e7\u00e3o de inexigibilidade dos d\u00e9bitos representados por t\u00edtulos que foram objeto de protesto pelo grupo de auditores. <br><br>&#8220;A aus\u00eancia de in\u00e9rcia, a fim de interromper o curso do lapso prescricional, deve partir do pr\u00f3prio titular do direito em si, n\u00e3o se configurando quando a a\u00e7\u00e3o posterior \u00e9 ajuizada por parte diversa, n\u00e3o obstante baseada em um mesmo d\u00e9bito&#8221;, afirmou a ministra. <br><br>Nancy Andrighiressaltou, ainda, que n\u00e3o se poderia admitir que a empresa de auditoria tivesse de aguardar o desfecho da reclamat\u00f3ria trabalhista \u2013 posteriormente julgada improcedente \u2013 para postular seu suposto direito ao cr\u00e9dito, por meio de protesto dos t\u00edtulos. <br><br>Ao manter o ac\u00f3rd\u00e3o do TJPR, a relatora concluiu que os protestos dos t\u00edtulos pelo grupo de auditores associados &#8220;n\u00e3o t\u00eam lastro na causa de pedir da a\u00e7\u00e3o trabalhista, o que justifica a inaplicabilidade das disposi\u00e7\u00f5es atinentes \u00e0 interrup\u00e7\u00e3o da prescri\u00e7\u00e3o&#8221;. <br><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/processo\/revista\/documento\/mediado\/?componente=ITA&amp;sequencial=2084977&amp;num_registro=202002249938&amp;data=20210819&amp;peticao_numero=-1&amp;formato=PDF\" target=\"_blank\"><strong>Leia o ac\u00f3rd\u00e3o do REsp 1.893.497<\/strong><\/a>.<br><br><strong>Esta not\u00edcia refere-se ao(s)\u00a0processo(s): <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/ww2.stj.jus.br\/processo\/pesquisa\/?aplicacao=processos.ea&amp;tipoPesquisa=tipoPesquisaGenerica&amp;termo=REsp%201893497\" target=\"_blank\">REsp 1893497<\/a><\/strong> <br><br><br><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"javaScript:window.print()\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"60\" height=\"53\" src=\"https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/impressora.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2334\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n<\/div><\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para a Ministra Relatora a reclama\u00e7\u00e3o trabalhista foi proposta em nome de pessoa f\u00edsica, onde se pleiteou o reconhecimento de v\u00ednculo empregat\u00edcio e o pagamento das verbas decorrentes, e o protesto foi efetivado em nome de pessoa jur\u00eddica, onde se pretendeu a declara\u00e7\u00e3o de inexigibilidade dos d\u00e9bitos resultantes dos t\u00edtulos protestados. 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