{"id":3208,"date":"2022-09-01T10:05:00","date_gmt":"2022-09-01T13:05:00","guid":{"rendered":"https:\/\/sinicesp.org.br\/?p=3208"},"modified":"2022-09-01T10:02:27","modified_gmt":"2022-09-01T13:02:27","slug":"um-novo-olhar-para-as-obras-de-arte-especiais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sinicesp.org.br\/index.php\/2022\/09\/01\/um-novo-olhar-para-as-obras-de-arte-especiais\/","title":{"rendered":"UM NOVO OLHAR PARA AS OBRAS DE ARTE ESPECIAIS"},"content":{"rendered":"\n<section class=\"wp-block-uagb-section uagb-section__wrap uagb-section__background-color uagb-block-ca984730\"><div class=\"uagb-section__overlay\"><\/div><div class=\"uagb-section__inner-wrap\">\n<div style=\"height:10px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-18f1676a\"><h3 class=\"uagb-heading-text\"><br><strong>Boletim T\u00e9cnico n\u00ba 03\/2022 &#8211; 01\/09\/2022 <\/strong><\/h3><div class=\"uagb-separator\"><\/div><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n<\/div><\/section>\n\n\n\n<section class=\"wp-block-uagb-section uagb-section__wrap uagb-section__background-color uagb-block-23d8d242\"><div class=\"uagb-section__overlay\"><\/div><div class=\"uagb-section__inner-wrap\">\n<h2 class=\"has-text-color wp-block-heading\" id=\"prioridade-pela-saude-publica\" style=\"color:#0767b1\"><strong><strong>UM NOVO OLHAR PARA AS OBRAS DE ARTE ESPECIAIS<\/strong><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>Ponto cr\u00edtico de aten\u00e7\u00e3o no Brasil, as pontes e viadutos requerem um programa de inspe\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o que seja capaz de identificar anomalias e recuperar as estruturas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div id=\"section-gbb9f36\" class=\"wp-block-gutentor-e6 section-gbb9f36 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop\"><div class=\"gutentor-element-image-box\"><div class=\"gutentor-image-thumb\"><img decoding=\"async\" class=\"normal-image\" src=\"https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/BT-03-a-2022.png\" \/><\/div><\/div><\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Ainda s\u00e3o comuns no pa\u00eds os casos de quedas de pontes e viadutos, que \u2013 al\u00e9m de provocarem incidentes, muitas vezes fatais \u2013 resultam em problemas de mobilidade nas cidades, provocando o fechamento de rodovias e avenidas. Obras complexas, os reparos desse tipo de infraestrutura s\u00e3o demorados, o que exige interdi\u00e7\u00f5es no tr\u00e2nsito e ocasiona diversos transtornos. Para que isso possa ser evitado, \u00e9 essencial que se fa\u00e7a a manuten\u00e7\u00e3o. <br><br>As manuten\u00e7\u00f5es de Obras de Arte Especiais (OAEs) proporcionam um aumento na vida \u00fatil da estrutura, como explica o engenheiro Ciro Villela Ara\u00fajo, pesquisador da Se\u00e7\u00e3o de Obras Civis do Instituto de Pesquisas Tecnol\u00f3gicas (IPT). Segundo ele, para que sejam eficazes e vi\u00e1veis sob os aspectos financeiros, funcionais e de durabilidade, as atividades de manuten\u00e7\u00e3o exigem uma gest\u00e3o adequada, com procedimentos sistem\u00e1ticos de inspe\u00e7\u00e3o durante toda a vida \u00fatil da estrutura. <br><br>Isso deve ser feito desde a fase de constru\u00e7\u00e3o, diz ele, avaliando as condi\u00e7\u00f5es estruturais das OAEs de modo que sejam priorizadas as interven\u00e7\u00f5es efetivamente necess\u00e1rias, o que permite a elabora\u00e7\u00e3o de or\u00e7amentos realistas. \u201cAs atividades de inspe\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o s\u00e3o de responsabilidade de quem administra as OAEs, podendo ser tanto \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos federais como prefeituras, governos estaduais ou iniciativas privadas e mistas, como concession\u00e1rias e empresas\u201d, ressalta Ara\u00fajo. <br><br><strong>LACUNA<\/strong> <br><br>Segundo Paulo Helene, presidente do Instituto Brasileiro do Concreto (Ibracon), as institui\u00e7\u00f5es diretamente envolvidas nessa tarefa incluem a Ag\u00eancia Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), a Ag\u00eancia do Transporte do Estado de S\u00e3o Paulo (Artesp) \u2013 no caso paulista \u2013 e as concession\u00e1rias privadas. <br><br>As rodovias nacionais ficam a cargo do DNIT, autarquia do Minist\u00e9rio dos Transportes. Atualmente, contudo, cerca de 75% das rodovias nacionais est\u00e3o sob concess\u00e3o privada (em n\u00fameros absolutos), fazendo com que as concession\u00e1rias, durante o tempo previsto de concess\u00e3o, sejam respons\u00e1veis pela conserva\u00e7\u00e3o, recupera\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o dessas rodovias e suas estruturas. <br><br>Nessas situa\u00e7\u00f5es, a ANTT&#8221; \u00e9 respons\u00e1vel pela fiscaliza\u00e7\u00e3o do cumprimento das cl\u00e1usulas contratuais por parte das concession\u00e1rias, que s\u00e3o sujeitas a san\u00e7\u00f5es em caso de neglig\u00eancia, como redu\u00e7\u00e3o das tarifas cobradas nos ped\u00e1gios. De modo geral, a manuten\u00e7\u00e3o de pontes, viadutos e passarelas deve ser realizada com base em inspe\u00e7\u00f5es pr\u00e9vias, conforme estabelecido pela norma ABNT NBR 9452:2019, que especifica aponta Rafael Timerman, coordenador da Divis\u00e3o de Estruturas e Controle Tecnol\u00f3gico do Instituto de Engenharia (IE). \u201cMas n\u00e3o h\u00e1 informa\u00e7\u00f5es p\u00fablicas precisas que possam atestar a situa\u00e7\u00e3o dessas estruturas.\u201d <br><br><strong>PROBLEMAS<\/strong> <br><br>No entanto, aparentemente as condi\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o nada boas, tendo em vista as recentes ocorr\u00eancias e a insufici\u00eancia de recursos destinados \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o preventiva, principalmente por parte do poder p\u00fablico. Mas a situa\u00e7\u00e3o varia de acordo com a regi\u00e3o, com alguns programas que buscam atender \u00e0s exig\u00eancias estabelecidas em norma. \u201cEm rodovias sob concess\u00e3o, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais satisfat\u00f3ria\u201d, afirma Helene. <br><br>Nesses casos, inclusive, h\u00e1 mais informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis que permitem conhecer melhor a situa\u00e7\u00e3o em que as estruturas se encontram. \u201cPor\u00e9m, essa realidade n\u00e3o se repete em todo o territ\u00f3rio nacional\u201d, acentua. <br><br>Normalmente, os problemas com OAEs est\u00e3o relacionados \u00e0 obsolesc\u00eancia das estruturas, decorrente de degrada\u00e7\u00e3o dos materiais ao longo do tempo, assim como de falhas construtivas ou de projeto. Segundo Ara\u00fajo, do IPT, as anomalias mais comuns incluem danos em aparelhos de apoio, detritos no entorno, deslocamento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 posi\u00e7\u00e3o original de projeto e rota\u00e7\u00f5es excessivas, que provocam concentra\u00e7\u00e3o de carga e folgas no contato com a superf\u00edcie dos elementos estruturais. \u201cNas juntas de dilata\u00e7\u00e3o, a degrada\u00e7\u00e3o do material de elast\u00f4mero permite a infiltra\u00e7\u00e3o de \u00e1gua e surgimento de vegeta\u00e7\u00e3o, assim como descolamento dos l\u00e1bios polim\u00e9ricos, danos no ber\u00e7o de fixa\u00e7\u00e3o e deteriora\u00e7\u00e3o da fenda de dilata\u00e7\u00e3o, impedindo a livre movimenta\u00e7\u00e3o do tabuleiro\u201d, complementa. <br><br>Outros problemas recorrentes dizem respeito \u00e0 obstru\u00e7\u00e3o dos sistemas de drenagem (os chamados \u201cbuzinotes\u201d, dutos utilizados para escoamento de \u00e1guas pluviais em queda livre), defici\u00eancia na drenagem da pista de rolamento, impactos de ve\u00edculos nas estruturas, fissuras e trincas oriundas de subdimensionamento ou de acr\u00e9scimo de cargas decorrente de mudan\u00e7as de classe de ve\u00edculos, al\u00e9m de armaduras expostas e corro\u00eddas, pavimentos danificados e eros\u00f5es e desconfinamentos dos elementos das funda\u00e7\u00f5es, entre outros. <br><br><strong>INSPE\u00c7\u00c3O<\/strong> <\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div id=\"section-g89df5a\" class=\"wp-block-gutentor-e6 section-g89df5a gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop\"><div class=\"gutentor-element-image-box\"><div class=\"gutentor-image-thumb\"><img decoding=\"async\" class=\"normal-image\" src=\"https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/BT-03-b-2022.png\" \/><\/div><\/div><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-small-font-size\">Anomalias e patologias comprometem a durabilidade das estruturas<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>De acordo com as prescri\u00e7\u00f5es da ABNT, as OAEs devem necessariamente passar por ciclos peri\u00f3dicos de inspe\u00e7\u00e3o, que incluem quatro tipos: cadastral, rotineira, especial e extraordin\u00e1ria. <br><br>Como lembra Ara\u00fajo, a inspe\u00e7\u00e3o cadastral \u00e9 realizada imediatamente ap\u00f3s a conclus\u00e3o da obra, seja na instala\u00e7\u00e3o ou quando a OAE \u00e9 integrada a um sistema vi\u00e1rio. Tamb\u00e9m deve ser realizada quando houver altera\u00e7\u00f5es na configura\u00e7\u00e3o da OAE, como alargamento, acr\u00e9scimo de comprimento, refor\u00e7os ou mudan\u00e7as na estrutura. \u201cNesses casos, s\u00e3o realizados levantamentos sobre documenta\u00e7\u00e3o, hist\u00f3rico, dimens\u00f5es, detalhes construtivos, anomalias e outros pontos\u201d, ele explica. <br><br>A inspe\u00e7\u00e3o rotineira, por sua vez, tem a fun\u00e7\u00e3o de acompanhar o estado de conserva\u00e7\u00e3o e detectar eventuais anomalias j\u00e1 existentes ou que podem surgir, dando subs\u00eddios em tempo h\u00e1bil para o planejamento dos trabalhos das inspe\u00e7\u00f5es especiais. Esse ciclo \u00e9 totalmente visual, podendo incluir ou n\u00e3o a utiliza\u00e7\u00e3o de equipamentos especiais de an\u00e1lise. \u201cTamb\u00e9m pode ser realizado a dist\u00e2ncia, a partir do terreno, do n\u00edvel d\u2019\u00e1gua ou sobre o tabuleiro, mas a periodicidade n\u00e3o pode ser superior a um ano\u201d, diz Ara\u00fajo. <br><br>J\u00e1 a inspe\u00e7\u00e3o especial busca identificar e mapear a fundo as anomalias, apresentando um diagn\u00f3stico e as eventuais terapias indicadas. \u201cGeralmente, \u00e9 feita com base nas inspe\u00e7\u00f5es rotineiras, mas em alguns casos particulares \u00e9 realizada j\u00e1 na fase cadastral, especialmente em casos de interven\u00e7\u00f5es de curto prazo\u201d, continua o especialista do IPT. <br><br>A periodicidade dessa inspe\u00e7\u00e3o \u00e9 de cinco anos, podendo ser postergada para oito anos \u2013 quando a inspe\u00e7\u00e3o dos elementos for vi\u00e1vel com inspe\u00e7\u00f5es rotineiras \u2013 ou at\u00e9 mesmo antecipada, dependendo da nota de classifica\u00e7\u00e3o. <br><br>Em determinadas circunst\u00e2ncias, s\u00e3o utilizados equipamentos especiais, seja lateralmente ou sob a obra, incluindo caminh\u00f5es equipados com plataformas elevat\u00f3rias, escadas telesc\u00f3picas, andaimes tubulares, treli\u00e7as m\u00f3veis, guindastes, barcos ou ve\u00edculos flutuantes. \u201cNo caso de estruturas celulares, as inspe\u00e7\u00f5es especiais s\u00e3o realizadas internamente, com a utiliza\u00e7\u00e3o de equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual e sistema de exaustores, caso seja necess\u00e1rio\u201d, afirma Ara\u00fajo. <br><br>Por fim, a inspe\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria (n\u00e3o programada) \u00e9 gerada pela necessidade de se avaliar com mais crit\u00e9rio um elemento ou parte da OAE, podendo ou n\u00e3o ser deflagrada por inspe\u00e7\u00e3o anterior. \u201cIsso ocorre em casos de impacto de ve\u00edculo, trem ou embarca\u00e7\u00e3o na obra e eventos naturais como inunda\u00e7\u00e3o, vendaval, inc\u00eandio, sismos e outros\u201d, descreve. <br><br><strong>DIMENSIONAMENTO<\/strong> <br><br>De acordo com Helene, do Ibracon, para garantir a vida \u00fatil estabelecida em projeto para as OAEs (m\u00ednimo de 50 anos), a norma ABNT NBR 6118:2014 estabelece premissas que devem ser rigorosamente respeitadas, levando em conta o ambiente em que a estrutura foi ou ser\u00e1 constru\u00edda: ambiente rural, urbano, industrial, marinho ou de respingo de mar\u00e9. <br><br>Al\u00e9m disso, para que as estruturas apresentem qualidade e seguran\u00e7a durante toda a vida \u00fatil, o dimensionamento deve atender \u00e0s recomenda\u00e7\u00f5es de projeto, execu\u00e7\u00e3o e controle da qualidade dos materiais, sempre conforme as respectivas normas t\u00e9cnicas. <br><br>Segundo Jo\u00e3o Luis Casagrande, diretor da \u00e1rea de pontes e estruturas da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural (Abece), o c\u00e1lculo do dimensionamento \u00e9 uma das etapas mais importantes de qualquer projeto estrutural com uso de concreto armado e protendido. <br><br>Calculada por engenheiro estrutural, a estrutura de concreto deve atender simultaneamente aos crit\u00e9rios de seguran\u00e7a para os usu\u00e1rios e de economia de materiais. \u201cUm dimensionamento mal realizado pode ocasionar desde patologias pontuais e generalizadas, como fissuras e deforma\u00e7\u00f5es, que reduzem a vida \u00fatil da estrutura e comprometem sua utiliza\u00e7\u00e3o, at\u00e9 o colapso da estrutura, causando acidentes e at\u00e9 mesmo mortes\u201d, adverte. <br><br>Para isso, o engenheiro deve mensurar as for\u00e7as que atuar\u00e3o sobre estrutura durante sua vida \u00fatil. Isso inclui uma avalia\u00e7\u00e3o das intera\u00e7\u00f5es que podem ocorrer desde a constru\u00e7\u00e3o, passando pela opera\u00e7\u00e3o at\u00e9 \u2013 como j\u00e1 citado \u2013 abalos provocados por eventuais acidentes e fen\u00f4menos naturais. <br><br>Em seguida, definem-se os materiais que devem ser utilizados e os padr\u00f5es m\u00ednimos de adequa\u00e7\u00e3o no momento da constru\u00e7\u00e3o. \u201cA escolha de materiais \u00e9 uma etapa de extrema import\u00e2ncia, uma vez que pode haver diferentes disponibilidades de materiais em cada regi\u00e3o e, portanto, o engenheiro deve estar atento a essas particularidades\u201d, comenta Casagrande.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div id=\"section-g0d72d4\" class=\"wp-block-gutentor-e6 section-g0d72d4 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop\"><div class=\"gutentor-element-image-box\"><div class=\"gutentor-image-thumb\"><img decoding=\"async\" class=\"normal-image\" src=\"https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/BT-03-c-2022.jpg\" \/><\/div><\/div><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-small-font-size\">Circunst\u00e2ncias espec\u00edficas exigem o uso de equipamentos especiais na an\u00e1lise e repara\u00e7\u00e3o das estruturas<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Depois, o engenheiro elabora um modelo de c\u00e1lculo que compatibilize a intensidade das a\u00e7\u00f5es com a quantidade de materiais \u2013 a\u00e7o e concreto \u2013, que deve atender aos crit\u00e9rios de seguran\u00e7a e uso estabelecidos pelas normas. Esse \u00e9 o processo mais cr\u00edtico, uma vez que o concreto resiste bem aos esfor\u00e7os de compress\u00e3o \u2013 tend\u00eancia ao encurtamento \u2013, mas apresenta defici\u00eancia quanto aos esfor\u00e7os de tra\u00e7\u00e3o \u2013 tend\u00eancia ao alongamento. \u201cO a\u00e7o \u00e9 combinado ao concreto em posi\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, para que haja sinergia entre os dois materiais e seja poss\u00edvel alcan\u00e7ar um n\u00edvel aceit\u00e1vel de seguran\u00e7a\u201d, destaca o diretor da Abece.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Fonte:<\/strong> Revista M&amp;T &#8211; Edi\u00e7\u00e3o 263 &#8211; MAIO &#8211; 2022<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<section class=\"wp-block-uagb-section uagb-section__wrap uagb-section__background-undefined uagb-block-49ca10a7\"><div class=\"uagb-section__overlay\"><\/div><div class=\"uagb-section__inner-wrap\">\n<p><strong>Saiba mais:<\/strong><br><br><\/p>\n\n\n\n<p>Abece: <a href=\"https:\/\/site.abece.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">site.abece.com.br <\/a><br>Ibracon: <a href=\"http:\/\/www.ibracon.org.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.ibracon.org.br<\/a> <br>IE: <a href=\"http:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.institutodeengenharia.org.br<\/a> <br>IPT: <a href=\"http:\/\/www.ipt.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.ipt.br<\/a> <br>Revista M&amp;T: <a href=\"http:\/\/www.revistamt.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.revistamt.com.br<\/a><\/p>\n<\/div><\/section>\n\n\n\n<div style=\"height:60px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div id=\"section-g1f900b\" class=\"wp-block-gutentor-e6 section-g1f900b gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop\"><div class=\"gutentor-element-image-box\"><a class=\"gutentor-element-image-link\" href=\"window.print()\"><div class=\"gutentor-image-thumb\"><img decoding=\"async\" class=\"normal-image\" src=\"https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/impressora.png\" \/><\/div><\/a><\/div><\/div>\n<\/div><\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O artigo apresentado, publicado na Revista M&#038;T, edi\u00e7\u00e3o 263 de maio 2022, aborda quest\u00f5es relacionadas com as pontes e viadutos, que  requerem um programa de inspe\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o que seja capaz de identificar anomalias e recuperar as estruturas.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3209,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_uag_custom_page_level_css":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"disabled","ast-breadcrumbs-content":"disabled","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center 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