{"id":4688,"date":"2023-09-04T09:39:00","date_gmt":"2023-09-04T12:39:00","guid":{"rendered":"https:\/\/sinicesp.org.br\/?p=4688"},"modified":"2023-09-01T12:44:13","modified_gmt":"2023-09-01T15:44:13","slug":"modal-ferroviario-e-primordial-para-o-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sinicesp.org.br\/index.php\/2023\/09\/04\/modal-ferroviario-e-primordial-para-o-pais\/","title":{"rendered":"Modal ferrovi\u00e1rio \u00e9 primordial para o pa\u00eds"},"content":{"rendered":"\n<section class=\"wp-block-uagb-section uagb-section__wrap uagb-section__background-color uagb-block-44a9e3f7\"><div class=\"uagb-section__overlay\"><\/div><div class=\"uagb-section__inner-wrap\">\n<div style=\"height:10px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-f5b54e37\"><h3 class=\"uagb-heading-text\"><br><strong>Boletim T\u00e9cnico n\u00ba 03\/2023 &#8211; 04\/09\/2023 <\/strong><\/h3><div class=\"uagb-separator\"><\/div><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n<\/div><\/section>\n\n\n\n<section class=\"wp-block-uagb-section uagb-section__wrap uagb-section__background-color uagb-block-7089f049\"><div class=\"uagb-section__overlay\"><\/div><div class=\"uagb-section__inner-wrap\">\n<p class=\"has-text-align-right has-vivid-red-color has-text-color\"><strong><strong><strong><strong><strong>ESPECIAL INFRAESTRUTURA<\/strong><\/strong><\/strong><\/strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-color\" id=\"prioridade-pela-saude-publica\" style=\"color:#0767b1\"><strong><strong><strong>Modal ferrovi\u00e1rio \u00e9 primordial para o pa\u00eds<\/strong><\/strong><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Fundamental para a log\u00edstica de transportes, a melhoria da malha exige a expans\u00e3o de projetos e concess\u00f5es, al\u00e9m da remodela\u00e7\u00e3o de trechos h\u00e1 muito tempo abandonados<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div id=\"section-g9df86e\" class=\"wp-block-gutentor-e6 section-g9df86e gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop\"><div class=\"gutentor-element-image-box\"><div class=\"gutentor-image-thumb\"><img decoding=\"async\" class=\"normal-image\" src=\"https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/bt-2023-03a.jpg\" \/><\/div><\/div><\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>A necessidade de uma maior diversidade na matriz de transporte no Brasil \u00e9 tema recorrente na esfera pol\u00edtica. Com a mudan\u00e7a de governo, tanto federal quanto estadual, o assunto mais uma vez volta \u00e0 tona nos planos dos novos mandat\u00e1rios, com an\u00fancios de investimentos para o desenvolvimento do setor, em especial o ferrovi\u00e1rio.<br><br>Recentemente, o Ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou que, como parte do plano de 100 dias do Governo Federal, ser\u00e3o destinados cerca de R$ 1,7 bilh\u00e3o para revitalizar e intensificar as obras em rodovias e ferrovias no pa\u00eds.<br><br>De acordo com os dados do agora extinto Minist\u00e9rio da Infraestrutura (MInfra), a malha ferrovi\u00e1ria brasileira conta atualmente com cerca de 30 mil km de extens\u00e3o, mas o segmento passa por uma transforma\u00e7\u00e3o consistente.<br><br><strong>ALAVANCAGEM<\/strong><br><br>Desde 2019, foram realizadas 2 concess\u00f5es, 4 renova\u00e7\u00f5es e 1 investimento cruzado no setor ferrovi\u00e1rio \u2013 Concess\u00e3o Ferrovia NorteSul (FNS); Concess\u00e3o<br>da Ferrovia Oeste-Leste (FIOL I); Renova\u00e7\u00e3o Rumo Malha Paulista (RMP); Renova\u00e7\u00e3o da Estrada de Ferro Caraj\u00e1s (EFC); Renova\u00e7\u00e3o da Estrada de Ferro Vit\u00f3ria-Minas (EFVM) + Ferrovia De Integra\u00e7\u00e3o Centro-Oeste (FICO); Renova\u00e7\u00e3o da MRS Log\u00edstica; e investimento cruzado na FICO I, totalizando R$ 43,7 bilh\u00f5es em investimentos.<br><br>Segundo Rafael Barros, diretor de engenharia na RB Assessoria e Treinamento, a necessidade de expandir a malha ferrovi\u00e1ria \u00e9 urgente para o pa\u00eds, seja de carga, em um primeiro momento, como tamb\u00e9m de passageiros. <br><br>\u201cAs maiores economias do planeta possuem uma matriz de transporte equilibrada entre rodovia e ferrovia, sendo que algumas utilizam ainda um terceiro modal, o hidrovi\u00e1rio, como \u00e9 o caso dos EUA, que possuem 25% de participa\u00e7\u00e3o na matriz de carga escoando por esse modal\u201d, explica.<br><br>\u201cUma matriz de transporte equilibrada permite alavancar a economia de um pa\u00eds, o que n\u00e3o ocorre no Brasil, que tem 61% da matriz rodando por rodovias, 19% por ferrovias, 16% por hidrovias\/cabotagem e 4% por dutovias.\u201d<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div id=\"section-g339734\" class=\"wp-block-gutentor-e6 section-g339734 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop\"><div class=\"gutentor-element-image-box\"><div class=\"gutentor-image-thumb\"><img decoding=\"async\" class=\"normal-image\" src=\"https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/bt-2023-03b.jpg\" \/><\/div><\/div><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-small-font-size\"><em><em>Barros, da RB Assessoria: necessidade de equil\u00edbrio da matriz de transportes<\/em><\/em><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>A constata\u00e7\u00e3o \u00e9 compartilhada por Vicente Abate, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria Ferrovi\u00e1ria (Abifer). Segundo ele, o pa\u00eds precisa expandir os atuais 30 mil km de malha, al\u00e9m de recuperar os trechos atualmente subutilizados. <br><br>\u201cDo total da malha, apenas um ter\u00e7o \u00e9 utilizado, enquanto outro ter\u00e7o \u00e9 subutilizado e o ter\u00e7o final n\u00e3o tem mais condi\u00e7\u00f5es de operar\u201d, ele aponta.<br><br>A an\u00e1lise da Abifer \u00e9 semelhante \u00e0 de Barros, que estima que pouco mais de 60% da malha ferrovi\u00e1ria brasileira se encontram em opera\u00e7\u00e3o, \u201ccom aproximadamente 12 mil km fora de opera\u00e7\u00e3o ou com pouqu\u00edssimo volume de transporte\u201d.<br><br><strong>INVESTIMENTOS<\/strong><br><br>Mesmo que ainda insuficientes, alguns investimentos v\u00eam sendo realizados no modal. Em 2022, de acordo com dados do MInfra, um dos destaques foi a constru\u00e7\u00e3o da Ferrovia de Integra\u00e7\u00e3o CentroOeste (FICO), entre Mara Rosa (GO) e \u00c1gua Boa (MT).<br><br>Por se tratar de uma obra greenfield de grande porte, a opera\u00e7\u00e3o exigiu uma inova\u00e7\u00e3o legislativa (Art. 25 da lei 13.448\/2017), consolidada em um investimento cruzado em raz\u00e3o de prorroga\u00e7\u00e3o antecipada da Estrada de Ferro Vit\u00f3ria-Minas. Realizada pela Concession\u00e1ria Vale, a obra prover\u00e1 a regi\u00e3o central de Mato Grosso de um necess\u00e1rio acesso ferrovi\u00e1rio. A extens\u00e3o estimada do empreendimento \u00e9 de 383 km, com investimento previsto de R$ 2,7<br>bilh\u00f5es.<br><br>Outro avan\u00e7o relevante recente \u00e9 o modelo de autoriza\u00e7\u00f5es ferrovi\u00e1rias previsto no Marco Legal das Ferrovias que, desde setembro de 2021, permite \u00e0 iniciativa privada projetar, construir e operar empreendimento ferrovi\u00e1rios no pa\u00eds com recursos pr\u00f3prios, mediante autoriza\u00e7\u00e3o do Governo Federal.<br><br>Segundo Barros, a relev\u00e2ncia do novo Marco Legal est\u00e1 em viabilizar o desenvolvimento da infraestrutura ferrovi\u00e1ria sem grandes barreiras ou burocracias, pois permite que empres\u00e1rios de diversos setores da economia apresentem projetos consistentes e exequ\u00edveis, liberando a constru\u00e7\u00e3o. <br><br>\u201cEssa libera\u00e7\u00e3o demanda a obrigatoriedade de se seguir uma s\u00e9rie de regras e determina\u00e7\u00f5es dos \u00f3rg\u00e3os reguladores e da ANTT (Ag\u00eancia Nacional de Transportes Terrestres)\u201d, pondera.<br><br>\u201cMas \u00e9 percept\u00edvel que o caminho a ser percorrido pelas autoriza\u00e7\u00f5es se mostra mais curto e menos problem\u00e1tico, fazendo com que milhares de players e empresas privadas tenham interesse na constru\u00e7\u00e3o de novas ferrovias.\u201d<br><br>Com as novas assinaturas, 32 projetos de ferrovias privadas j\u00e1 foram autorizados, envolvendo R$ 149,6 bilh\u00f5es em investimentos previstos e 10,9 mil km de extens\u00e3o por construir, cruzando 15 unidades da Federa\u00e7\u00e3o (PA, BA, MA, PE, PI, ES, MG, RJ, SP, DF, GO, MT, MS, PR e SC).<br><br>Para o especialista da RB Assessoria, o Marco Legal abre a possibilidade de agregar mais de 22 mil km de novas ferrovias \u00e0 malha, conforme previsto at\u00e9 aqui. <br><br>Em tese, a Lei pode ensejar uma revolu\u00e7\u00e3o no que tange \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de novas ferrovias e recupera\u00e7\u00e3o de trechos ociosos ou abandonados. \u201cPor\u00e9m, continuaremos a depender da resolu\u00e7\u00e3o de diversos aspectos que impactam os projetos ferrovi\u00e1rios no pa\u00eds, como licen\u00e7as ambientais, remanejamento de redes de alta tens\u00e3o, desapropria\u00e7\u00f5es, elabora\u00e7\u00e3o de projetos consistentes e m\u00e3o de obra t\u00e9cnica qualificada\u201d, avalia Barros.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div id=\"section-g6546b4\" class=\"wp-block-gutentor-e6 section-g6546b4 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop\"><div class=\"gutentor-element-image-box\"><div class=\"gutentor-image-thumb\"><img decoding=\"async\" class=\"normal-image\" src=\"https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/bt-2023-03c-200x300.jpg\" \/><\/div><\/div><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-small-font-size\"><em><em>Abate, da Abifer: expans\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o de trechos subutilizados<\/em><\/em><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><strong>EXPECTATIVAS<\/strong><br><br>Para as concess\u00f5es j\u00e1 existentes, a expectativa segue se confirmando desde 2019, com as renova\u00e7\u00f5es antecipadas das principais malhas ferrovi\u00e1rias do pa\u00eds.<br><br>At\u00e9 agora, j\u00e1 foram realizadas quatro renova\u00e7\u00f5es antecipadas de contratos (Rumo Malha Paulista, EFC, EFVM e MRS), faltando ainda as renova\u00e7\u00f5es da Ferrovia Centro-Atl\u00e2ntica (FCA) e da Rumo Malha Sul, sem contar a desestatiza\u00e7\u00e3o da Ferroeste e a relicita\u00e7\u00e3o da Malha Oeste, devolvida pela Rumo, prevista para o bi\u00eanio 2023\/2024. <br><br>Al\u00e9m dessas, explica Barros, tamb\u00e9m ocorreram duas novas concess\u00f5es, advindas das obras elaboradas pela antiga Valec Engenharia: a Malha Central da FNS (1.534 km) para a Rumo e a FIOL 1 (537 km) para a mineradora Bamin. <br><br>Para os pr\u00f3ximos anos, prev\u00ea-se a concess\u00e3o das malhas em constru\u00e7\u00e3o da FIOL 2 pela Infra SA (jun\u00e7\u00e3o da Valec com a EPL) e as obras da ferrovia FICO 1, pela Vale, como contrapartida da renova\u00e7\u00e3o da EFVM, com t\u00e9rmino das obras previsto para 2027, quando ser\u00e1 entregue a uma concession\u00e1ria atrav\u00e9s de leil\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div id=\"section-g3076da\" class=\"wp-block-gutentor-e6 section-g3076da gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop\"><div class=\"gutentor-element-image-box\"><div class=\"gutentor-image-thumb\"><img decoding=\"async\" class=\"normal-image\" src=\"https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/bt-2023-03d.jpg\" \/><\/div><\/div><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-small-font-size\"><em>Para especialistas, Marco Legal das Ferrovias pode deflagrar uma revolu\u00e7\u00e3o no setor<\/em><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dessas, o especialista acredita que as obras da FIOL 3 e da FICO 2 tamb\u00e9m sair\u00e3o do papel seguindo o mesmo modelo de parcerias, para futuro leil\u00e3o aos interessados.<br><br>\u201cEsse modelo pode ser continuado pelos pr\u00f3ximos governos, ou seja, entrega-se a constru\u00e7\u00e3o de uma ferrovia para uma empresa privada, se poss\u00edvel em contrapartida\u201d, diz. \u201cAo t\u00e9rmino das obras, o ativo \u00e9 devolvido \u00e0 Uni\u00e3o, que ent\u00e3o entrega a opera\u00e7\u00e3o para um concession\u00e1rio via leil\u00e3o.\u201d<br><br>Segundo Abate, o incentivo \u00e0s parcerias p\u00fablico-privadas, criado atrav\u00e9s do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) \u2013 em que foram definidos oito projetos, cinco renova\u00e7\u00f5es de contratos de concess\u00f5es de carga e tr\u00eas leil\u00f5es \u2013, precisa ser mantido e melhorado, de forma que o pa\u00eds tenha ativos atraentes, seguran\u00e7a jur\u00eddica de contratos de longo prazo e retorno do investimento dentro do prazo estipulado.<br><br>\u201cSem essas garantias, estaremos fadados a ver uma estagna\u00e7\u00e3o do t\u00e3o sonhado crescimento da infraestrutura nacional\u201d, diz ele. <br><br>De acordo com o dirigente da Abifer, o Brasil tem a oportunidade de aumentar a malha ferrovi\u00e1ria para 40 mil km at\u00e9 2035, chegando pr\u00f3ximo ao que j\u00e1 houve antes. \u201cAinda n\u00e3o \u00e9 o suficiente, mas j\u00e1 \u00e9 uma extens\u00e3o significativa e que ajudar\u00e1 o desenvolvimento dos estados, gerando eleva\u00e7\u00e3o na receita do pa\u00eds\u201d, acentua.<br><br><strong>PASSAGEIROS<\/strong><br><br>Segundo a Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos), a rede metro ferrovi\u00e1ria brasileira atual conta com 1.105 km de extens\u00e3o em linhas de metr\u00f4, trens urbanos e Ve\u00edculos Leves sobre Trilhos (VLT), contabilizando 21 sistemas, distribu\u00eddos por 11 estados e Distrito Federal. <br><br>Para Roberta Marchesi, diretora executiva da entidade, essa extens\u00e3o cobre menos de 50% do territ\u00f3rio nacional. \u201cHoje, o Brasil tem mais projetos por executar do que sistemas em opera\u00e7\u00e3o\u201d, ela ressalta. \u201cIsso \u00e9 um ind\u00edcio de que precisamos avan\u00e7ar com as pol\u00edticas p\u00fablicas setoriais, buscando alavancar o desenvolvimento do setor.\u201d<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div id=\"section-gffbe2d\" class=\"wp-block-gutentor-e6 section-gffbe2d gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop\"><div class=\"gutentor-element-image-box\"><div class=\"gutentor-image-thumb\"><img decoding=\"async\" class=\"normal-image\" src=\"https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/bt-2023-03e.jpg\" \/><\/div><\/div><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-small-font-size\"><em><em>Transporte de passageiros tem gerado uma atratividade crescente para o ente privado, mas n\u00e3o elimina a participa\u00e7\u00e3o do poder p\u00fablico<\/em><\/em><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, a ANPTrilhos fez um levantamento que mapeou mais de 3 mil km de projetos de transporte de passageiros sobre trilhos em todo o Brasil. Distribu\u00eddos em mais de 70 trechos, incluem metr\u00f4s, trens urbanos, VLTs, trens regionais e inter-regionais.<br><br>\u201cOs projetos mapeados representam tr\u00eas vezes mais que a extens\u00e3o dos sistemas em opera\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Marchesi. \u201cPara que esses trechos possam ser concretizados \u00e9 necess\u00e1rio que pol\u00edticas p\u00fablicas eficientes sejam implementadas pelo poder p\u00fablico.\u201d<br><br>De acordo com ela, no setor metro ferrovi\u00e1rio tamb\u00e9m existe a tend\u00eancia de se fazer da parceria privada um agente indutor de desenvolvimento. Neste setor, sublinha, a demanda por investimento e transporte tem gerado uma atratividade crescente para o ente privado, o que \u00e9 evidenciado pelo volume de interessados em processos de concess\u00f5es e Parcerias P\u00fablico-Privadas (PPP).<br><br>Dados da ANPTrilhos revelam que atualmente o setor metro ferrovi\u00e1rio nacional conta com 56% de participa\u00e7\u00e3o privada, mas com o novo Marco Legal do Transporte P\u00fablico Coletivo \u2013 que busca reestruturar o modelo de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os \u2013 ser\u00e1 poss\u00edvel ampliar essa representa\u00e7\u00e3o para 75% em apenas cinco anos.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div id=\"section-g514d8e\" class=\"wp-block-gutentor-e6 section-g514d8e gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop\"><div class=\"gutentor-element-image-box\"><div class=\"gutentor-image-thumb\"><img decoding=\"async\" class=\"normal-image\" src=\"https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/bt-2023-03f.jpg\" \/><\/div><\/div><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-small-font-size\"><em><em>Marchesi, da ANPTrilhos: pa\u00eds conta com mais projetos por executar do que sistemas em opera\u00e7\u00e3o<\/em><\/em><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Para isso, destaca Marchesi, devem ser levadas em conta quest\u00f5es de financiamento de custeio e de investimentos em infraestrutura, assim como qualidade, produtividade e regula\u00e7\u00e3o de contratos, garantindo maior seguran\u00e7a jur\u00eddica e participa\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o no papel de indutora da pol\u00edtica nacional de mobilidade urbana.<br><br>\u201cUm transporte por PPP e concess\u00e3o n\u00e3o elimina a participa\u00e7\u00e3o do poder p\u00fablico\u201d, aponta. \u201cPelo contr\u00e1rio, for\u00e7a que o poder p\u00fablico se  concentre na regula\u00e7\u00e3o e fiscaliza\u00e7\u00e3o, que \u00e9 fundamental para os bons resultados das parcerias.\u201d<br><br>Outra reinvindica\u00e7\u00e3o do setor \u00e9 a volta dos trens regionais de passageiros, conforme aponta Abate, da Abifer. Recentemente, foi anunciada a publica\u00e7\u00e3o do edital do Trem Intercidades S\u00e3o Paulo-Campinas (TIC Norte), ainda no 1\u00ba semestre de 2023, segundo previs\u00e3o da Secretaria de Parceria em Investimentos, nova pasta criada pelo governo de S\u00e3o Paulo.<br><br>O projeto consiste em um trem de alta velocidade que far\u00e1 a liga\u00e7\u00e3o direta entre as cidades. De acordo com a secretaria, o investimento estimado para a implanta\u00e7\u00e3o \u00e9 de R$ 10 bilh\u00f5es, com aporte do governo de R$ 7 bilh\u00f5es. \u201cO Trem Intercidades vem para agregar a malha ferrovi\u00e1ria de passageiros, sendo uma alternativa para sair das grandes metr\u00f3poles\u201d, comenta Abate.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<section class=\"wp-block-uagb-section uagb-section__wrap uagb-section__background-undefined uagb-block-878d9ae8\"><div class=\"uagb-section__overlay\"><\/div><div class=\"uagb-section__inner-wrap\">\n<p><strong>Saiba mais:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Abifer<\/strong>: <a href=\"https:\/\/abifer.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"\">abifer.org.br<\/a><br><strong>ANPTrilhos<\/strong>: <a href=\"https:\/\/anptrilhos.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"\">anptrilhos.org.br<\/a><br><strong>RB Assessoria e Treinamento<\/strong>: <a href=\"http:\/\/www.rb-eng.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"\">www.rb-eng.com<\/a><br><strong>Revista M&amp;T<\/strong>: <a href=\"https:\/\/revistamt.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"\">www.revistamt.com.br<\/a><br><strong>Sobratema<\/strong>: <a href=\"https:\/\/www.sobratema.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"\">www.sobratema.org.br<\/a><\/p>\n<\/div><\/section>\n\n\n\n<div style=\"height:60px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div id=\"section-gf21f99\" class=\"wp-block-gutentor-e6 section-gf21f99 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop\"><div class=\"gutentor-element-image-box\"><a class=\"gutentor-element-image-link\" href=\"window.print()\"><div class=\"gutentor-image-thumb\"><img decoding=\"async\" class=\"normal-image\" src=\"https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/impressora.png\" \/><\/div><\/a><\/div><\/div>\n<\/div><\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O artigo apesentado, publicado na Revista M&#038;T, discute a necessidade de diversifica\u00e7\u00e3o na matriz de transportes do Brasil. 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