{"id":5776,"date":"2024-07-12T14:00:02","date_gmt":"2024-07-12T17:00:02","guid":{"rendered":"https:\/\/sinicesp.org.br\/?p=5776"},"modified":"2024-07-12T14:12:15","modified_gmt":"2024-07-12T17:12:15","slug":"pessoas-com-deficiencia-impulsionam-a-pesquisa-na-universidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sinicesp.org.br\/index.php\/2024\/07\/12\/pessoas-com-deficiencia-impulsionam-a-pesquisa-na-universidade\/","title":{"rendered":"Pessoas com defici\u00eancia impulsionam a pesquisa na universidade"},"content":{"rendered":"\n<section class=\"wp-block-uagb-section uagb-section__wrap uagb-section__background-color uagb-block-0fb1b19a\"><div class=\"uagb-section__overlay\"><\/div><div class=\"uagb-section__inner-wrap\">\n<div style=\"height:10px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-feb22a87\"><h3 class=\"uagb-heading-text\"><br><strong>Inclus\u00e3o profissional n\u00ba 10 (12\/07\/2024) <\/strong><\/h3><div class=\"uagb-separator\"><\/div><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n<\/div><\/section>\n\n\n\n<section class=\"wp-block-uagb-section uagb-section__wrap uagb-section__background-color uagb-block-08ad0879\"><div class=\"uagb-section__overlay\"><\/div><div class=\"uagb-section__inner-wrap\">\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-color\" style=\"color:#0767b1\"><strong><strong>Pessoas com defici\u00eancia impulsionam a pesquisa na universidade<\/strong><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>O sonho de Mila Guedes \u00e9 que exista nas universidades brasileiras algo parecido com o Student Disability Service, um centro de servi\u00e7os para pessoas com defici\u00eancia, da Universidade de Maryland, em Baltimore County, EUA. L\u00e1, estudantes com defici\u00eancia realizam seus exames com todo tipo de tecnologia assistiva e contam com testes de acomoda\u00e7\u00e3o, em que necessidades espec\u00edficas s\u00e3o levantadas e atendidas. Os recursos tamb\u00e9m est\u00e3o presentes em outros espa\u00e7os da universidade, como na biblioteca.<br><br>Mila passou em Maryland o primeiro semestre deste ano, por meio de uma bolsa de interc\u00e2mbio, e voltou ao Brasil para terminar seu mestrado no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o \u2013 Humanidades, Direitos e Outras Legitimidades do Diversitas, n\u00facleo da Faculdade de Filosofia, Letras e Ci\u00eancias Humanas da Universidade de S\u00e3o Paulo (FFLCH-USP). Mila tem defici\u00eancia m\u00faltipla, baixa vis\u00e3o, e utiliza cadeira de rodas.<br><br>A trajet\u00f3ria acad\u00eamica \u00e9 recente, mas o ativismo pelos direitos das pessoas com defici\u00eancia vem de longe e, desde 2015, est\u00e1 focado nas quest\u00f5es que envolvem mulheres com defici\u00eancia. Ela \u00e9 coordenadora geral do curso de forma\u00e7\u00e3o em Lideran\u00e7a e Empoderamento Feminino para Mulheres com Defici\u00eancia do Brasil, do Programa Todas in-Rede da Secretaria de Estado dos Direitos das Pessoas com Defici\u00eancia. Sua vasta experi\u00eancia vem sobretudo de participa\u00e7\u00f5es internacionais, como na coordena\u00e7\u00e3o do projeto sobre G\u00eanero, Defici\u00eancia e Viol\u00eancia da organiza\u00e7\u00e3o internacional Mobility International USA (MIUSA).<br><br>\u201cAs universidades brasileiras n\u00e3o est\u00e3o preparadas para receber pessoas com defici\u00eancia\u201d, atesta Mila. O pa\u00eds conta com a Lei Brasileira de Inclus\u00e3o, que entrou em vigor em 2015, uma resposta \u00e0 Conven\u00e7\u00e3o sobre os Direitos das Pessoas com Defici\u00eancia da ONU, de 2006.<br><br>De acordo com o Inep, em 2012, o n\u00famero de matr\u00edculas no ensino superior de pessoas com defici\u00eancia, transtornos globais do desenvolvimento ou altas habilidades correspondia a 0,4% do total; em 2022, eram 0,8%. Se o n\u00famero de pessoas com defici\u00eancia aumentou nas universidades, Mila afirma que isso se deve mais a esfor\u00e7os e condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas individuais.<br><br>Em 2022, de acordo com a Capes, dos 142.697 estudantes matriculados em cursos de mestrado, 1.263 eram pessoas com defici\u00eancia. Entre os 45.294 que conclu\u00edram, apenas 388 eram pessoas com defici\u00eancia (ver tabela). Esses n\u00fameros s\u00e3o informados pelas institui\u00e7\u00f5es de ensino e s\u00e3o ainda imprecisos. Isso porque as IES n\u00e3o s\u00e3o obrigadas a informar o n\u00famero de pessoas com defici\u00eancia e a informa\u00e7\u00e3o sequer tem peso na avalia\u00e7\u00e3o dos cursos de mestrado ou doutorado.<br><br>Em abril deste ano, a Capes instituiu o Censo da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o stricto sensu, com objetivo de coletar dados demogr\u00e1ficos e os relacionados \u00e0s condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas, culturais, \u00e9tnico-raciais, de g\u00eanero e da educa\u00e7\u00e3o especial, al\u00e9m de informa\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0s atua\u00e7\u00f5es por \u00e1rea do conhecimento. \u201cPelo menos isso\u201d, menciona Mila.<br><br>A primeira Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad): Pessoas com Defici\u00eancia, lan\u00e7ada em 2023, com n\u00fameros do terceiro trimestre de 2022, deve tamb\u00e9m municiar as pol\u00edticas p\u00fablicas urgentes e j\u00e1 em atraso. A popula\u00e7\u00e3o com defici\u00eancia no Brasil foi estimada em 18,6 milh\u00f5es de pessoas de dois anos ou mais, o que corresponde a 8,9% da popula\u00e7\u00e3o dessa faixa et\u00e1ria. Apenas 25,6% das pessoas com defici\u00eancia conclu\u00edram o ensino m\u00e9dio, enquanto mais da metade das pessoas sem defici\u00eancia (57,3%) obtiveram a conclus\u00e3o. J\u00e1 a propor\u00e7\u00e3o de pessoas com n\u00edvel superior foi de 7,0% para as pessoas com defici\u00eancia e 20,9% para os sem defici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"405\" src=\"https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/inclusao-2024-10-interna.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5778\" srcset=\"https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/inclusao-2024-10-interna.jpg 1024w, https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/inclusao-2024-10-interna-300x119.jpg 300w, https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/inclusao-2024-10-interna-768x304.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><strong>O Atraso na Academia<\/strong><br><br>Carlos Eduardo Oliveira, ou Edu O., \u00e9 artista de m\u00faltiplas linguagens \u2013 dan\u00e7a, teatro, literatura, performance \u2013 h\u00e1 mais de 25 anos. \u00c9 professor da Escola de Dan\u00e7a da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Diretor do Grupo X de Improvisa\u00e7\u00e3o em dan\u00e7a, projeto extensionista, e da A\u00e7\u00e3o Curricular em Comunidade e em Sociedade (ACCS), um componente curricular na modalidade disciplina, ambos da UFBA. Pessoa com defici\u00eancia desde crian\u00e7a, Edu O. \u00e9 o primeiro e provavelmente o \u00fanico professor de dan\u00e7a cadeirante numa universidade.<br><br>Nasceu e cresceu em Santo Amaro, no Rec\u00f4ncavo Baiano. Brincar na rua de terra foi um manancial de inspira\u00e7\u00e3o. A m\u00e3e, os amigos e a comunidade local, a \u201cTurma da Rua C\u201d, \u201cestruturam meu modo de repensar metodologias, tanto de cria\u00e7\u00e3o quanto did\u00e1tico-pedag\u00f3gicas.\u201d Essa viv\u00eancia \u00e9 relatada em sua tese de doutorado, intitulada Voc\u00eas, b\u00edpedes, me cansam \u2013 Modos de aleijar a dan\u00e7a como contranarrativa \u00e0 bipedia compuls\u00f3ria. Ele tamb\u00e9m escreveu Carta aos b\u00edpedes.<br><br>As barreiras f\u00edsicas, como falta de rampas ou elevadores quebrados, s\u00e3o as mais evidentes. H\u00e1 outras, como a falta de pesquisa em torno do tema da defici\u00eancia, uma lacuna que come\u00e7a, vagarosamente, a ser preenchida, com o acesso de pessoas com defici\u00eancia \u00e0s universidades. Edu O. afirma que as discuss\u00f5es em torno da defici\u00eancia e de quanto o capacitismo retroalimenta o preconceito avan\u00e7aram muito pouco nas universidades. A dan\u00e7a n\u00e3o \u00e9 menos capacitista.<br><br>Atuando nas duas frentes, Edu O. instiga novos caminhos para as pesquisas.<br><br>Ele diz que os movimentos sociais tiveram mais \u00eaxito em colocar o assunto em pauta, \u201cdesde as reformas da d\u00e9cada de 1970, dos movimentos sociais, quando quebravam as cal\u00e7adas para fazer rampa, quando as pessoas com defici\u00eancia se amarravam nos \u00f4nibus para exigir acessibilidade no transporte p\u00fablico\u201d. E menciona o modelo hist\u00f3rico-cultural de Roberto McRuer, apresentado no livro Teoria Crip. Para esse autor, s\u00e3o os movimentos sociais que fundam um pensamento. \u201cEle fala: \u2018o que estou fazendo aqui j\u00e1 veio antes, com artistas e ativistas\u2019\u201d.<br><br><br>Conforme descreve D\u00e9bora Diniz, em seu \u201cO que \u00e9 defici\u00eancia, o modelo social acerca da defici\u00eancia\u201d lan\u00e7ava luzes \u00e0quele que se restringia \u00e0 \u00e1rea m\u00e9dica, e, num segundo momento, as feministas lan\u00e7aram o olhar para as cuidadoras e mulheres com defici\u00eancia. \u201cA primeira gera\u00e7\u00e3o do movimento social de pessoas com defici\u00eancia, na maioria homens brancos, apontou o capacitismo enfatizando a possibilidade do trabalho, \u201ccomo se isso fosse o mais importante, n\u00e3o \u00e9\u201d, explica Mila. \u201cA segunda gera\u00e7\u00e3o do movimento de pessoas com defici\u00eancia vai apontar que h\u00e1 pessoas com defici\u00eancia que n\u00e3o v\u00e3o conseguir trabalhar, portanto, n\u00e3o se trata da independ\u00eancia, mas da interdepend\u00eancia.\u201d<br><br><br>\u201c\u00c9 importante o estudo da mulher com defici\u00eancia porque as pautas s\u00e3o diferentes, n\u00f3s temos pautas que n\u00e3o conversam com as mais gerais. Porque quando eu falo de direitos sexuais reprodutivos, de lugares de atendimento, c\u00e2ncer de \u00fatero ou mama, s\u00e3o pautas femininas.\u201d<br><br><br>Retomando McRuer, Edu O. afirma que \u201co modelo hist\u00f3rico-cultural entende que se utopicamente viv\u00eassemos numa sociedade, numa cidade completamente acess\u00edvel, o pensamento sobre a pessoa com defici\u00eancia ainda seria incapacitante. Ou seja, n\u00e3o adianta eu ser professor da escola de dan\u00e7a, eu ser doutor, artista h\u00e1 mais de 25 anos de diversas linguagens. As pessoas ainda me olham como pessoa com defici\u00eancia, e com um vi\u00e9s da defici\u00eancia como incapacitante, inferior. Por mais que me elogiem. \u2018Voc\u00ea \u00e9 maravilhoso mas n\u00e3o te quero aqui\u2019\u201d.<br><br><br>Na Teoria Crip, ou teoria Aleijada, inspirada tamb\u00e9m da Teoria Queer, \u201cpegamos os termos pejorativos e reelaboramos, ressignificamos na afirma\u00e7\u00e3o. Por exemplo, tenho um projeto chamado \u201cConversa Aleijada\u201d. As pessoas dizem \u2018eu n\u00e3o gosto desse nome\u2019, e eu respondo \u2018v\u00e1 assistir para ver do que estamos falando\u2019\u201d. Nesse empenho por ressignificar, a arte \u00e9 muito importante, lembra Edu O.<br><br><strong>Mais consci\u00eancia do que investimento<\/strong><br><br>A Universidade de Maryland tem 14 mil alunos e 11% est\u00e3o registrados nesse centro. De acordo com a diretora do Student Disability Service, conta Mila, o servi\u00e7o n\u00e3o d\u00e1 altas despesas. S\u00e3o oito funcion\u00e1rios, 12 int\u00e9rpretes de Libras \u2013 que se revezam de acordo com a presen\u00e7a de pessoas com defici\u00eancia auditiva \u2013 e mais 12 estudantes da pr\u00f3pria universidade. \u201cL\u00e1 \u00e9 lei, as universidades cumprem\u201d, afirma MIla. Nos EUA, regulamenta\u00e7\u00f5es apoiam ou exigem a acessibilidade na educa\u00e7\u00e3o, como a Individuals with Disabilities Education Act (IDEA) e a Americans with Disabilities Act (ADA). A ADA protege as pessoas com defici\u00eancia contra a discrimina\u00e7\u00e3o. \u201cPor exemplo, estipula que cursos e exames relacionados a aplica\u00e7\u00f5es, licenciamento, certifica\u00e7\u00f5es ou credenciamento profissionais, educacionais ou comerciais devem ser oferecidos em um local e de maneira acess\u00edvel a pessoas com defici\u00eancia, ou devem ser oferecidos arranjos alternativos acess\u00edveis\u201d, explica Sam Chandrashekar, especialista em acessibilidade, professora em universidades canadenses e l\u00edder global de acessibilidade da D2L Corporation.<br><br>Sam conta que a maioria das institui\u00e7\u00f5es na Am\u00e9rica do Norte tem um escrit\u00f3rio de suporte que ajuda os alunos com defici\u00eancias oferecendo acomoda\u00e7\u00f5es. \u201cUma acomoda\u00e7\u00e3o razo\u00e1vel \u00e9 uma mudan\u00e7a na forma como as coisas s\u00e3o feitas, normalmente para dar oportunidades iguais a um aluno com defici\u00eancia para fazer um teste, acessar o conte\u00fado de aprendizagem ou participar da sala de aula. Um exemplo de acomoda\u00e7\u00e3o seria o fato de os alunos com defici\u00eancia que usam tecnologias assistivas ou t\u00eam defici\u00eancias cognitivas terem mais tempo para concluir os exames. Os alunos tamb\u00e9m recebem financiamento para a compra de tecnologias assistivas\u201d, detalha. \u201cAt\u00e9 uma estudante tetrapl\u00e9gica \u00e9 atendida\u201d, conta Mila.<br><br>Para tornar-se uma institui\u00e7\u00e3o educacional inclusiva n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio um salto gigantesco, afirma Sam. \u201cAs faculdades e universidades, inclusive as de pequeno e m\u00e9dio porte, podem se preparar para receber e reter alunos com defici\u00eancia em fases.\u201d Ela aponta uma estrutura com sete pontos:<br><br><strong>Mentalidade inclusiva<\/strong>: a acessibilidade na educa\u00e7\u00e3o deve se fundamentar na empatia pelas diferen\u00e7as humanas. Alunos diferentes t\u00eam necessidades diferentes. As necessidades devem ser atendidas de forma personalizada, com foco na obten\u00e7\u00e3o de resultados iguais e n\u00e3o apenas no fornecimento de recursos iguais.<br><br><strong>Tecnologia compat\u00edvel<\/strong>: alguns alunos com defici\u00eancia podem usar tecnologias assistivas para ajud\u00e1-los a acessar sistemas de aprendizagem on-line. Um sistema educacional acess\u00edvel deve garantir que essas tecnologias funcionem de forma compat\u00edvel com a plataforma de aprendizagem. O processo de aquisi\u00e7\u00e3o da plataforma de aprendizagem e de outras tecnologias de aprendizagem deve ter crit\u00e9rios para garantir os padr\u00f5es de acessibilidade.<br><br><strong>Conte\u00fado acess\u00edvel<\/strong>: um exemplo de conte\u00fado acess\u00edvel \u00e9 o fornecimento de descri\u00e7\u00f5es de texto para imagens usadas nas aulas, pois o software leitor de tela usado por alunos com baixa vis\u00e3o ou cegos para ler documentos digitais n\u00e3o reconhece imagens, apenas texto.<br><br><strong>Pedagogia inclusiva<\/strong>: os mecanismos devem ser inclusivos para permitir que os alunos se envolvam no aprendizado e contribuam com seu conhecimento. Para isso, o curr\u00edculo, a instru\u00e7\u00e3o e a avalia\u00e7\u00e3o devem ser intencionalmente planejados para serem inclusivos. O Desenho Universal para Aprendizagem \u00e9 um dos mecanismos para a pr\u00e1tica da pedagogia inclusiva.<br><br><strong>Conformidade regulat\u00f3ria<\/strong>: as regulamenta\u00e7\u00f5es de acessibilidade ajudam a fortalecer o sistema educacional por meio de requisitos que exigem a\u00e7\u00f5es das institui\u00e7\u00f5es educacionais, em vez de deix\u00e1-las \u00e0 sua escolha. A conformidade com os regulamentos deve ser praticada com dilig\u00eancia, seguindo o esp\u00edrito da lei e n\u00e3o apenas a letra da lei. Isso significa que os educadores devem se concentrar em garantir que os alunos sejam capazes de aprender e n\u00e3o apenas em marcar uma caixa para mostrar que est\u00e3o em conformidade com as leis.<br><br><strong>Governan\u00e7a sustentada<\/strong>: um sistema estruturado de governan\u00e7a de acessibilidade deve ser estabelecido e mantido na institui\u00e7\u00e3o educacional para nutrir o sistema educacional. Isso significa que \u00e9 importante que a lideran\u00e7a esteja envolvida.<br><br><strong>Comunidade colaborativ<\/strong>a: os alunos e professores das institui\u00e7\u00f5es e os sistemas educacionais devem permanecer conectados. A colabora\u00e7\u00e3o como uma comunidade \u00e9 importante para que as institui\u00e7\u00f5es se apoiem mutuamente para permanecerem inclusivas, compartilhando conhecimentos e recursos.<br><br><strong>Fonte<\/strong>: Revista Ensino Superior ES285 \u2013 SEMESP \/ Mat\u00e9ria elaborada por: Sandra Seabra Moreira&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:70px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div id=\"section-g324e2c\" class=\"wp-block-gutentor-e6 section-g324e2c gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop\"><div class=\"gutentor-element-image-box\"><a class=\"gutentor-element-image-link\" href=\"window.print()\"><div class=\"gutentor-image-thumb\"><img decoding=\"async\" class=\"normal-image\" src=\"https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/impressora.png\" \/><\/div><\/a><\/div><\/div>\n<\/div><\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Algumas empresas argumentam que n\u00e3o encontram pessoas com defici\u00eancia com forma\u00e7\u00e3o de n\u00edvel superior para contratar. Dados de 2022 do CAPES mostram crescimento de pessoas com defici\u00eancia matriculadas para Mestrado e Doutorado.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5777,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_uag_custom_page_level_css":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"disabled","ast-breadcrumbs-content":"disabled","ast-featured-img":"disabled","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[15],"class_list":["post-5776","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-inclusao-profissional","tag-noticia"],"aioseo_notices":[],"gutentor_comment":0,"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/inclusao-2024-10-destaque.jpg",250,167,false],"thumbnail":["https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/inclusao-2024-10-destaque-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/inclusao-2024-10-destaque.jpg",250,167,false],"medium_large":["https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/inclusao-2024-10-destaque.jpg",250,167,false],"large":["https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/inclusao-2024-10-destaque.jpg",250,167,false],"1536x1536":["https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/inclusao-2024-10-destaque.jpg",250,167,false],"2048x2048":["https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/inclusao-2024-10-destaque.jpg",250,167,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"Rodrigo","author_link":"https:\/\/sinicesp.org.br\/index.php\/author\/sinicesp\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Algumas empresas argumentam que n\u00e3o encontram pessoas com defici\u00eancia com forma\u00e7\u00e3o de n\u00edvel superior para contratar. 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