{"id":7845,"date":"2026-03-12T15:30:45","date_gmt":"2026-03-12T18:30:45","guid":{"rendered":"https:\/\/sinicesp.org.br\/?p=7845"},"modified":"2026-03-12T15:30:48","modified_gmt":"2026-03-12T18:30:48","slug":"retomada-esbarra-em-obstaculos-conhecidos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sinicesp.org.br\/index.php\/2026\/03\/12\/retomada-esbarra-em-obstaculos-conhecidos\/","title":{"rendered":"Retomada esbarra em obst\u00e1culos conhecidos"},"content":{"rendered":"\n<section class=\"wp-block-uagb-section uagb-section__wrap uagb-section__background-color uagb-block-44a9e3f7\"><div class=\"uagb-section__overlay\"><\/div><div class=\"uagb-section__inner-wrap\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-f5b54e37\"><h3 class=\"uagb-heading-text\"><br><strong>Boletim T\u00e9cnico n\u00ba 01 &#8211; 12\/03\/2026<\/strong><\/h3><div class=\"uagb-separator\"><\/div><\/div>\n<\/div><\/section>\n\n\n\n<section class=\"wp-block-uagb-section uagb-section__wrap uagb-section__background-color uagb-block-7089f049\"><div class=\"uagb-section__overlay\"><\/div><div class=\"uagb-section__inner-wrap\">\n<p class=\"has-text-align-right has-vivid-red-color has-text-color\"><strong><strong><strong><strong><strong><strong>INFRAESTRUTURA<\/strong><\/strong><\/strong><\/strong><\/strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div id=\"section-g-bm8sxlb\" class=\"wp-block-gutentor-e0 section-g-bm8sxlb gutentor-element gutentor-element-advanced-text text-align-justify-desktop\"><div class=\"gutentor-text-wrap\"><h2 class=\"gutentor-text\"><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>Retomada esbarra em obst\u00e1culos conhecidos<\/strong><\/strong><\/strong><\/strong><\/strong><\/strong><\/strong><\/strong><\/strong><\/strong><\/strong><\/h2><\/div><\/div>\n\n\n\n<div id=\"section-g0e35f2\" class=\"wp-block-gutentor-e0 section-g0e35f2 gutentor-element gutentor-element-advanced-text text-align-justify-desktop\"><div class=\"gutentor-text-wrap\"><p class=\"gutentor-text\"><strong><strong><strong>Volume de investimentos em infraestrutura no Brasil deve subir para R$ 300 bilh\u00f5es em 2026, o que representa um recorde hist\u00f3rico no pa\u00eds, mas ambiente setorial ainda \u00e9 de otimismo cauteloso<\/strong><\/strong><\/strong><\/p><\/div><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\" style=\"margin-top:var(--wp--preset--spacing--40);margin-bottom:var(--wp--preset--spacing--40)\"><strong><em>Por Reda\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-image aligncenter uagb-block-d5a6ec25 wp-block-uagb-image--layout-default wp-block-uagb-image--effect-static wp-block-uagb-image--align-center\"><figure class=\"wp-block-uagb-image__figure\"><img decoding=\"async\" srcset=\"https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/bt-2026-01-rotativo.jpg ,https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/bt-2026-01-rotativo.jpg 780w, https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/bt-2026-01-rotativo.jpg 360w\" sizes=\"auto, (max-width: 480px) 150px\" src=\"https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/bt-2026-01-rotativo.jpg\" alt=\"\" class=\"uag-image-7856\" width=\"700\" height=\"355\" title=\"bt-2026-01-rotativo\" loading=\"lazy\" role=\"img\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O Brasil chega a 2026 tentando superar antigos obst\u00e1culos, que emperram a realiza\u00e7\u00e3o de obras de melhoria em infraestrutura.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitos empreendimentos ainda n\u00e3o t\u00eam data definida para iniciar, mesmo depois de anos de paralisa\u00e7\u00e3o, or\u00e7amentos inst\u00e1veis e baixa previsibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, uma perspectiva positiva paira sobre o mercado, com a sensa\u00e7\u00e3o \u2013 com elementos de transi\u00e7\u00e3o e incerteza, \u00e9 verdade \u2013 de que o pa\u00eds est\u00e1 recuperando a capacidade de fazer os projetos sa\u00edrem do papel.<\/p>\n\n\n\n<p>No horizonte aparecem, por exemplo, contratos mais est\u00e1veis, uma carteira ampliada de concess\u00f5es e o avan\u00e7o do Novo PAC.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao menos s\u00e3o essas as previs\u00f5es da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Infraestrutura e Ind\u00fastrias de Base (Abdib), ao afirmar que o pa\u00eds deve registrar recorde de investimentos em infraestrutura em 2026, totalizando cerca de R$ 300 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 que, junto a esse movimento, permanecem gargalos hist\u00f3ricos e a necessidade de moderniza\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um cen\u00e1rio de avan\u00e7os graduais e entraves persistentes, o pa\u00eds se prepara para um ciclo mais produtivo, desde que consiga sustentar a melhoria recente obtida a duras penas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>INVESTIMENTOS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na perspectiva de Rafael Martins de Souza, professor da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV), o momento requer uma dose equilibrada de otimismo e cautela.<\/p>\n\n\n\n<p>O docente enxerga um cen\u00e1rio positivo, mas refor\u00e7a que a consolida\u00e7\u00e3o da retomada depende de vari\u00e1veis estruturais, como capacidade or\u00e7ament\u00e1ria, seguran\u00e7a jur\u00eddica e profissionaliza\u00e7\u00e3o dos processos de contrata\u00e7\u00e3o e fiscaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO pior j\u00e1 passou, mas n\u00e3o estamos diante de uma acelera\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica\u201d, pondera.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO que temos \u00e9 um ambiente mais est\u00e1vel, no qual os bons projetos conseguem avan\u00e7ar com maior previsibilidade.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A leitura encontra eco nos n\u00fameros da Abdib, que mostram uma recupera\u00e7\u00e3o gradual da carteira de investimentos, embora ainda distante do patamar necess\u00e1rio para recolocar o pa\u00eds em linha com as economias compar\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Historicamente, o Brasil investe cerca de 2% do PIB em infraestrutura, quando precisaria de, pelo menos, 4%.<\/p>\n\n\n\n<p>A associa\u00e7\u00e3o observa que h\u00e1 sinais de reorganiza\u00e7\u00e3o, com crescimento do volume de projetos estruturados, especialmente nas \u00e1reas de rodovias, saneamento e energia.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Souza, 2026 tamb\u00e9m tende a refletir um ambiente institucional mais s\u00f3lido. Ele destaca que o setor p\u00fablico tem sido pressionado a aperfei\u00e7oar a fase de planejamento, etapa que historicamente compromete prazos e custos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA cadeia de suprimentos \u00e9 sens\u00edvel \u00e0 previsibilidade\u201d, explica. \u201cQuando o governo consegue planejar melhor, mesmo sem grandes saltos or\u00e7ament\u00e1rios, o desempenho melhora, o que tem acontecido aos poucos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-image aligncenter uagb-block-37ab5acf wp-block-uagb-image--layout-default wp-block-uagb-image--effect-static wp-block-uagb-image--align-center\"><figure class=\"wp-block-uagb-image__figure\"><img decoding=\"async\" srcset=\"https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/bt-2026-01-interna-01.jpg ,https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/bt-2026-01-interna-01.jpg 780w, https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/bt-2026-01-interna-01.jpg 360w\" sizes=\"auto, (max-width: 480px) 150px\" src=\"https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/bt-2026-01-interna-01.jpg\" alt=\"\" class=\"uag-image-7857\" width=\"728\" height=\"485\" title=\"bt-2026-01-interna-01\" loading=\"lazy\" role=\"img\"\/><figcaption class=\"uagb-image-caption\"><em>Entre avan\u00e7os graduais e entraves persistentes, o pa\u00eds se prepara para um ciclo mais produtivo em infraestrutura<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O professor chama a aten\u00e7\u00e3o ainda para um motor poderoso: o ciclo recente de concess\u00f5es e PPPs. Em sua vis\u00e3o, o protagonismo do capital privado continuar\u00e1 a aumentar, especialmente em segmentos dependentes do or\u00e7amento federal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 um avan\u00e7o natural, pois o Estado tem limita\u00e7\u00f5es claras\u201d, comenta Souza. \u201cSem participa\u00e7\u00e3o privada, n\u00e3o teremos expans\u00e3o significativa na capacidade log\u00edstica.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Esse crescimento, \u00e9 claro, n\u00e3o elimina o papel estatal. Pelo contr\u00e1rio, o governo precisa melhorar as condi\u00e7\u00f5es para o setor privado investir. Isso inclui estabilidade regulat\u00f3ria, transpar\u00eancia contratual e mecanismos maduros de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos, mantendo a engrenagem p\u00fablico-privada bem-ajustada.<\/p>\n\n\n\n<p>Em compara\u00e7\u00e3o com os anos anteriores, refor\u00e7a o docente, o n\u00edvel de execu\u00e7\u00e3o das obras de infraestrutura no Brasil apresentou melhorias em 2025, \u201cimpulsionado principalmente pelo setor privado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, o setor p\u00fablico enfrenta desafios persistentes. Segundo o Painel de Obras Paralisadas, do Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU), metade das obras financiadas com recursos federais est\u00e1 parada.<\/p>\n\n\n\n<p>Educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade somam 70% das paralisa\u00e7\u00f5es, que v\u00eam aumentando, o que indica uma piora na execu\u00e7\u00e3o em termos de conclus\u00e3o de projetos, apesar do aumento nos valores investidos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>EXECU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Do lado do governo federal, todavia, a percep\u00e7\u00e3o \u00e9 de avan\u00e7o. Em nota enviada \u00e0 reportagem, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) afirma que 2025 apresentou um n\u00edvel de execu\u00e7\u00e3o superior aos anos anteriores, impulsionado por melhorias na gest\u00e3o de contratos, moderniza\u00e7\u00e3o dos processos de fiscaliza\u00e7\u00e3o e ado\u00e7\u00e3o de novas ferramentas de monitoramento.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o \u00f3rg\u00e3o, os valores pagos em obras de constru\u00e7\u00e3o aumentaram entre 2023 e 2024, sendo que a proje\u00e7\u00e3o indica novo aumento este ano. Para Souza, esse esfor\u00e7o \u00e9 n\u00edtido, mas n\u00e3o altera o fator estrutural que determina o ritmo das obras.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA grande quest\u00e3o continua sendo o or\u00e7amento\u201d, acentua.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA distin\u00e7\u00e3o entre dota\u00e7\u00e3o e empenho \u00e9 fundamental, pois \u00e9 justamente a\u00ed que a infraestrutura p\u00fablica emperra, j\u00e1 que muitas vezes h\u00e1 previs\u00e3o, mas n\u00e3o execu\u00e7\u00e3o suficiente para sustentar o cronograma das obras.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O DNIT, entretanto, refor\u00e7a que acompanha a execu\u00e7\u00e3o e busca compatibilizar os empreendimentos com a capacidade de aloca\u00e7\u00e3o de recursos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para 2026, os projetos est\u00e3o concentrados no Novo PAC, com destaque para corredores log\u00edsticos, travessias urbanas e duplica\u00e7\u00f5es de rodovias. Uma carteira volumosa, mas que ainda esbarra no ritmo de libera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Souza, essa \u201cdist\u00e2ncia entre o planejado e o que efetivamente se executa\u201d explica parte do atraso do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Se o diagn\u00f3stico \u00e9 recorrente, o ambiente se mostra relativamente diferente.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor da FGV acredita que 2026 ser\u00e1 um ano de transi\u00e7\u00e3o, especialmente por se tratar de um per\u00edodo pr\u00e9-eleitoral.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa fase, cria-se um ambiente de maior volatilidade e reavalia\u00e7\u00e3o de riscos para o setor privado, que espera a defini\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio pol\u00edtico para realocar investimentos de longo prazo, enquanto o setor p\u00fablico direciona esfor\u00e7os para a\u00e7\u00f5es de curto prazo, com visibilidade eleitoral.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse quadro, medidas legais bem-estabelecidas e regras claras \u2013 como \u00e9 o caso do Marco Legal do Saneamento \u2013 oferecem previsibilidade e seguran\u00e7a, reduzindo a volatilidade dos investimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>A Abdib afirma que a demanda por infraestrutura permanece elevada, especialmente em rodovias, ferrovias, saneamento, energia e portos.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-image aligncenter uagb-block-896ece07 wp-block-uagb-image--layout-default wp-block-uagb-image--effect-static wp-block-uagb-image--align-center\"><figure class=\"wp-block-uagb-image__figure\"><img decoding=\"async\" srcset=\"https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/bt-2026-01-interna-02.jpg ,https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/bt-2026-01-interna-02.jpg 780w, https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/bt-2026-01-interna-02.jpg 360w\" sizes=\"auto, (max-width: 480px) 150px\" src=\"https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/bt-2026-01-interna-02.jpg\" alt=\"\" class=\"uag-image-7858\" width=\"726\" height=\"484\" title=\"bt-2026-01-interna-02\" loading=\"lazy\" role=\"img\"\/><figcaption class=\"uagb-image-caption\"><em>Setor avan\u00e7a com melhorias na gest\u00e3o de contratos, moderniza\u00e7\u00e3o dosprocessos de fiscaliza\u00e7\u00e3o e ado\u00e7\u00e3o de novas ferramentas de monitoramento<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>\u201cO setor privado continuar\u00e1 puxando o ritmo em concess\u00f5es e PPPs, enquanto o governo deve se dedicar \u00e0s obras de maior impacto social ou que n\u00e3o despertam interesse\u201d, complementa o docente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO desempenho do setor de constru\u00e7\u00e3o, que tem mostrado recupera\u00e7\u00e3o gradual, tamb\u00e9m pode contribuir para essa equa\u00e7\u00e3o, ainda que a taxa de juros e a capacidade de financiamento mere\u00e7am aten\u00e7\u00e3o cont\u00ednua\u201d, adverte.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2026, portanto, o cen\u00e1rio deve ser interpretado com certo pragmatismo. O setor de infraestrutura vive um per\u00edodo de consolida\u00e7\u00e3o dos investimentos e projetos em andamento, mas com elementos de incerteza devido ao cen\u00e1rio pol\u00edtico-fiscal e \u00e0s tend\u00eancias tecnol\u00f3gicas emergentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, as empresas precisam de previsibilidade, sem oscila\u00e7\u00f5es acentuadas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCom base em proje\u00e7\u00f5es oficiais e an\u00e1lises setoriais, 2026 deve marcar um recorde de investimentos em infraestrutura\u201d, aponta Souza.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cS\u00e3o estimados aportes de at\u00e9 R$ 300 bilh\u00f5es, impulsionados principalmente pelo setor privado, com cerca de 80% dos investimentos, e programas como o Novo PAC.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a Abdib, o valor representa aumento em rela\u00e7\u00e3o aos R$ 277,9 bilh\u00f5es projetados para 2025, com foco em transportes e log\u00edstica (R$ 76,5 bilh\u00f5es), saneamento (R$ 44,5 bilh\u00f5es), energia e log\u00edstica.<\/p>\n\n\n\n<p>Coordenado pelo governo federal em parceria com estados, munic\u00edpios e setor privado, o Novo PAC \u00e9 o eixo central, com R$ 1,3 trilh\u00e3o previstos at\u00e9 o fim de 2026 (dos quais mais de 53% j\u00e1 executados at\u00e9 2024). As proje\u00e7\u00f5es incluem concess\u00f5es e PPPs, com os investimentos privados somando R$ 372 bilh\u00f5es at\u00e9 2029.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>EQUIPAMENTOS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para Ivan Reginatto, gerente comercial da Ammann do Brasil, a retomada de investimentos em infraestrutura rodovi\u00e1ria e, principalmente, as concess\u00f5es de rodovias ajudam a gerar demanda por m\u00e1quinas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 preciso atentar para o parque de m\u00e1quinas, que ainda conta com modelos mais antigos em termos de tecnologia\u201d, diz. \u201cH\u00e1 necessidade de renova\u00e7\u00e3o, gerando oportunidade para equipamentos mais novos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, Carlos Santos, gerente da unidade Concrete and Road Machinery da Sany do Brasil, revela confian\u00e7a no crescimento das vendas, decorrente de projetos visando desenvolvimento e interliga\u00e7\u00e3o urbana.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-image aligncenter uagb-block-27cb1727 wp-block-uagb-image--layout-default wp-block-uagb-image--effect-static wp-block-uagb-image--align-center\"><figure class=\"wp-block-uagb-image__figure\"><img decoding=\"async\" srcset=\"https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/bt-2026-01-interna-03.jpg ,https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/bt-2026-01-interna-03.jpg 780w, https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/bt-2026-01-interna-03.jpg 360w\" sizes=\"auto, (max-width: 480px) 150px\" src=\"https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/bt-2026-01-interna-03.jpg\" alt=\"\" class=\"uag-image-7859\" width=\"700\" height=\"355\" title=\"bt-2026-01-interna-03\" loading=\"lazy\" role=\"img\"\/><figcaption class=\"uagb-image-caption\"><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Fabricantes apostam em projetos de desenvolvimento urbano para crescimento das vendas de m\u00e1quinas<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>\u201cA urbaniza\u00e7\u00e3o demanda pavimenta\u00e7\u00f5es de ruas, avenidas, estacionamentos e interliga\u00e7\u00f5es entre bairros, cidades ou estados\u201d, conta Santos, destacando que a pavimenta\u00e7\u00e3o consome produtos como compactadores, vibroacabadoras e fresadoras.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMesmo onde j\u00e1 existe asfalto, h\u00e1 necessidade de renova\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Corroborando a percep\u00e7\u00e3o, o gerente de vendas para produtos de pavimenta\u00e7\u00e3o da XCMG Brasil, Rubens C. de Brito, avalia que as expectativas s\u00e3o positivas no setor de rodovias, apesar de persistirem desafios relacionados \u00e0 taxa de juros.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cV\u00e1rios aspectos t\u00eam chamado a aten\u00e7\u00e3o, como a libera\u00e7\u00e3o e consolida\u00e7\u00e3o de investimentos privados provenientes de concess\u00f5es j\u00e1 realizadas e contratadas, al\u00e9m de mobiliza\u00e7\u00e3o de novos projetos, repactua\u00e7\u00e3o de contratos paralisados e novos leil\u00f5es programados.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Na esfera federal, o governo prioriza a universaliza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os b\u00e1sicos e a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, com aloca\u00e7\u00e3o via Projeto de Lei Or\u00e7ament\u00e1ria Anual (PLOA) 2026 e Novo PAC.<\/p>\n\n\n\n<p>O or\u00e7amento total \u00e9 de R$ 85,5 bilh\u00f5es (0,6% do PIB projetado), com \u00eanfase em concess\u00f5es rodovi\u00e1rias e projetos de baixo carbono.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cJ\u00e1 no \u00e2mbito estadual, os estados atuam em parceria com a gest\u00e3o federal via Novo PAC, com investimentos locais em infraestrutura vi\u00e1ria, h\u00eddrica e de saneamento\u201d, retoma o professor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cH\u00e1 ainda um Pacto pela Infraestrutura, que visa destravar projetos legislativos at\u00e9 2026, promovendo coordena\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a institucional.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 na escala municipal, os entes dependem de parcerias com estados e federa\u00e7\u00e3o, com \u00eanfase em PPPs para servi\u00e7os locais.<\/p>\n\n\n\n<p>Em saneamento, o setor privado deve atingir 50% das cidades at\u00e9 2026. H\u00e1 ainda projetos em ilumina\u00e7\u00e3o, limpeza e mobilidade urbana, al\u00e9m de tend\u00eancias como as \u201csmart cities\u201d, com uso de energias alternativas e gest\u00e3o de res\u00edduos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>CEN\u00c1RIO<br>Medidas fiscais e credit\u00edcias podem impulsionar o setor<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-28f84493 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:33.33%\">\n<div class=\"wp-block-uagb-image uagb-block-7964b869 wp-block-uagb-image--layout-default wp-block-uagb-image--effect-static wp-block-uagb-image--align-none\"><figure class=\"wp-block-uagb-image__figure\"><img decoding=\"async\" srcset=\"https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/bt-2026-01-interna-04.jpg ,https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/bt-2026-01-interna-04.jpg 780w, 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Banco Central, refletindo uma melhora em rela\u00e7\u00e3o a 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>No setor imobili\u00e1rio, a expectativa \u00e9 de aumento no cr\u00e9dito, com meta de tr\u00eas milh\u00f5es de unidades financiadas at\u00e9 o fim de 2026, superando a proje\u00e7\u00e3o inicial de dois milh\u00f5es para este ano.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA expans\u00e3o de financiamentos via BNDES, FGTS e bancos privados colabora para acelerar projetos de saneamento, habita\u00e7\u00e3o e transportes\u201d, observa Souza, da FGV. \u201cNo entanto, se os juros permanecerem altos, pode haver limita\u00e7\u00e3o na execu\u00e7\u00e3o das obras.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:21px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<section class=\"wp-block-uagb-section uagb-section__wrap uagb-section__background-none uagb-block-878d9ae8\"><div class=\"uagb-section__overlay\"><\/div><div class=\"uagb-section__inner-wrap\">\n<p><strong>Saiba mais:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Ammann<\/strong>:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ammann.com\/pt-BR\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"\">https:\/\/www.ammann.com\/pt-BR\/<\/a> \u00a0<br><strong>FGV:\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/portal.fgv.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"\"><a href=\"https:\/\/portal.fgv.br\/\">https:\/\/portal.fgv.br\/<\/a><\/a><br><strong>Sany do Brasil:<\/strong>\u00a0<a href=\"https:\/\/sanydobrasil.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"\"><a href=\"https:\/\/sanydobrasil.com\/\">https:\/\/sanydobrasil.com\/<\/a><\/a><br><strong>XCMG<\/strong>:\u00a0<a href=\"https:\/\/xcmg-america.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"\"><a href=\"https:\/\/xcmg-america.com\/\">https:\/\/xcmg-america.com\/<\/a><\/a><br><\/p>\n<\/div><\/section>\n\n\n\n<div id=\"section-g-j662xlt\" class=\"wp-block-gutentor-e0 section-g-j662xlt gutentor-element gutentor-element-advanced-text text-align-justify-desktop\"><div class=\"gutentor-text-wrap\"><p class=\"gutentor-text\"><strong>Fonte<\/strong>: <a href=\"https:\/\/revistamt.com.br\/Edicoes\/Edicao?IDEdicao=300\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"\">Revista M&amp;T &#8211; Ed.300 &#8211; Dezembro 2025<\/a><\/p><\/div><\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:60px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div id=\"section-g735007\" class=\"wp-block-gutentor-e6 section-g735007 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop\"><div class=\"gutentor-element-image-box\"><a class=\"gutentor-element-image-link\" href=\"window.print()\"><div class=\"gutentor-image-thumb\"><img decoding=\"async\" class=\"normal-image\" src=\"https:\/\/sinicesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/impressora.png\" \/><\/div><\/a><\/div><\/div>\n<\/div><\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Volume de investimentos em infraestrutura no Brasil deve 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