Sinimail nº 41 – 18/12/2025
Nível de emprego da construção pesada paulista
apresenta, em outubro, o pior resultado do ano
O nível de emprego do setor da construção pesada paulista registrou a perda de 413 postos de trabalho no mês de outubro. Trata-se da maior queda de vagas verificada em 2025.
O resultado está dentro da sazonalidade desta época do ano, porém com números superiores ao resultado de outubro do ano passado, quando houve o recuo de 93 vagas em todo o estado de São Paulo. Apesar da queda, no total geral, de janeiro até outubro, foram criadas 13.907 vagas no estado.
O setor de Construção de Ferrovias e Rodovias foi o que promoveu a maior dispensa de trabalhadores, com 1.330 demissões. Em segundo lugar, ficou Construção de Obras de Arte Especiais, com o fechamento de 211 postos de trabalho.
No segmento de Saneamento, o setor de Construção de Redes de Abastecimento de Água, Coleta de Esgoto e Construções Correlatas teve o maior incremento de vagas, com 770 contratações. Também com saldo positivo, o segmento de Obras de Urbanização – ruas, praças e calçadas criou 402 novos empregos.
SÃO PAULO


No âmbito nacional, o nível de emprego da construção pesada repetiu a tendência paulista e registrou o pior resultado do ano. No total geral, houve a perda de 2.542 vagas. No acumulado do ano, o saldo é positivo em 48.464 vagas.
Da mesma forma como ocorreu em São Paulo, o setor de Construção de Ferrovias e Rodovias teve o pior resultado, com a perda de 3.821 empregos. O nível de emprego foi “puxado para cima” devido à contribuição do setor de Construção de Redes de Abastecimento de Água, Coleta de Esgoto e Construções Correlatas, com a criação de 1.062 vagas.
BRASIL


Para o gerente técnico do SINICESP, engenheiro Carlos Prado, o comportamento do nível de emprego, tanto em nível estadual quanto nacional, demonstra as ações de encerramento de contratos dos órgãos públicos contratantes, sem a renovação de novos serviços. A oscilação ocorreu também pela não realização de investimentos públicos em obras, tanto pelo estado de São Paulo quanto pela União, o que tem restringido os trabalhos das construtoras.

