Sinimail nº 30 – 07/08/2025
Nível de emprego da construção pesada paulista aponta pequena recuperação em junho
O nível de emprego do setor da construção pesada paulista registrou o crescimento de 1.011 novas vagas no mês de junho. O resultado positivo é o menor verificado no primeiro semestre de 2025. O total de empregos no estado registrou, em junho, 109.547 vagas.
O saldo se mantém positivo em 2025. No acumulado dos primeiros seis meses, a evolução de novas vagas contabilizou 7.031 novos postos. Nos últimos 12 meses, o acumulado está positivo em 3.780 vagas.
SÃO PAULO

O setor de “Construção de redes de abastecimento de água, coleta de esgoto e construções correlatas” apresentou a maior alta com o ingresso de 1.012 novos trabalhadores, seguido de “Construção de Obras de Arte Especiais”, com o saldo positivo de 324 postos de trabalho. Os demais itens que compõem o índice apresentaram números negativos.
Em segundo lugar, “Obras de terraplenagem” registrou a demissão de 172 trabalhadores.

Em nível nacional, o nível de emprego da construção pesada acusou pequena queda, mesmo assim se manteve positivo em 4.790 vagas em todo o país, no mês de junho.
Em junho, o setor “Construção de Ferrovias e Rodovias” teve a maior participação de novas vagas, com 2.625 postos de trabalho, seguido de “Construção de redes de abastecimento de água, coleta de esgoto e construções correlatas”, com 1.366 ocupações novas vagas. Em todo o primeiro semestre, foram registradas, nacionalmente, 32.730 novas vagas. O total de empregos do setor, em nível nacional, é de 450.213 vagas ativas.
BRASIL


Para o gerente técnico do SINICESP, Carlos Prado, em nível nacional, os números mostram que o Governo Federal está conseguindo implementar, ainda que de maneira tímida, um programa mínimo de realização de obras. Já no nível estadual, ainda não se vislumbra esse mesmo movimento, excetuando-se as obras realizadas pelo setor privado, por meio das concessões.
Segundo Carlos Prado, a situação fica mais imprevisível se levarmos em conta os efeitos ainda não assimilados pelo setor, em função das novas tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos.

